terça-feira, 16 de dezembro de 2008

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

sábado, 29 de novembro de 2008

de z

antes de deitares fora
olha para mim
não justifiques nada
não tentes matar nada
nem desprezar algo
vê tudo e vibra com ele
vive e vê, sobrevive ou sê.


z.ê.ntende

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Noticias do Mundo e mais além

A Manuela era capataz e só contratava ucranianos homossexuais unido de facto e durante seis meses foi feliz como déspota. Entretanto o Anibal comia bolo rei enquanto o Alberto, amigo do caruncho( padre Federico- a bicha da madeira) saudava o nacional-socialismo e vestia-se de zulu no Carnaval. Chegou o Natal e os três reis: Magros, a estrela de belém: decadente, e o menino Jesus desapareceu da sua Caverna, os pais preocupados foram acusados do rapto do mesmo, no Allgarve.

Entretanto, esperamos que vós, nossos querido leitores, continuem esta linda estória infantil e natalicia.

z. iroflé

sábado, 15 de novembro de 2008

não! não deram.

não deram um beijo à ceia,
nem pescavam nada do que acontecia à ceia,
cairam do paredão,
e já o perú não viram.
disfarçado de mortalha embrulhada,
escapulia-se pelo meio do nada,
emborcou o rum,
se conduz não bebe,
fez-se à estrada.
fez-se luz.

(lu)z.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

adivinha

Esteve na estepe parado até as onze.
No paredão andavam às duzias à pesca.
Eram treze à mesa da ceia.
Havia um peru morto na mesa.
Deram conta que era natal?

z.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Li com emoção e respondo de antemão


Respondo que viver com a J. é alegria.
partilhar o espaço é um sonho

uma fantasia.
Respondo com emoção e de coração na mão.
Um z que de pleno, transmite e transmuta a b toda e qualquer sensação.
A porta sempre aberta, a alma escancarada, a vida partilhada!

tudo e mais qualquer coisa!

e entretanto? humm mais nada!
z.

E ainda um pedaço...

Pronto para recomeçando devagarmente sopimpa!
mas engrenageando oleodultério e sabido

foge andrage
mas eito a fim
de me direccionar e revisitar paralelimpos de conjuntamentes

tirando sempre apontamentes
apontamentes
e aguardando activamentindo
inté de zê auqando de bê habituatizando-se ao novo esférico paradigmático
de ser adoisando
casa

Emociono-me sozinho

b.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

na Ausencia de B...que fazer?

Na ausência de b, z fala. Fala para o ar. Não conversa nem dialoga. Apenas diz. O quê? disparata. Lembra-se até de contra estórias. De comentar episódios, de recorrer a máximas, de se apoiar e chavões populares, de plagiar autores, de copiar frases. de romantizar e de embelezar o Mundo. o seu pequeno mundo, a sua visão mesquinha, este sou eu o z, aquele que nada vê. e a tal estória começa assim:
Era uma vez 3 viajantes que percorriam o mundo em buscas de respostas? A quê?! Perguntam vocês e muito bem. A questões fulcrais deste nosso mundo. A Grandes mistérios da humanidade. Uma demanda pela verdade, pelos caminhos que deverão ser percorridos! Pelos meios e fins que nos determinam e classificam como espécie. Verdade esta que será mentira para muitos. Cada um opina. Cada outro Uma realidade que rodeia esta esfera que é maleável, não a esfera mas a verdade, ou as duas. Uma sofre a tectónica outra é distorcida conforme a vontade de quem a vê ou sente, ou apenas é deformada por requinte dum ser petulante ou apenas estúpido. Verdade que não é nada, é uma visão, uma ilusão, uma coisa que ninguém vê, mas adora filosofar sobre isso. DEmasiado tempo livre, como na antiga grécia, enfim resultado da revoluçao industrial e agora evolução da mecanização e automatização. Da necessidade de afirmação, de integração, de participação...Seja na humanidade, na comunidade, ou no seio familiar. Verdade que é demonstrada quando o "chefe" de família bate na mulher. Ou se entristece quando o Benfica perde, e se embebeda, ou o filho mais velho dá na prata porque a mãe morreu. Apesar da mãe ter morrido durante o parte. São momentos desta nova sociedade, o climax desta nossa civilização! Pura, límpida, perfeita e eficaz. Que potencia os recursos, que aproveita os excessos, que transforma os excedentes e os distribui de maneira justa e com ética social. Mas voltando à história, o s3 viajantes queriam conhecer o mundo, em busca das tais repostas, calcorrearam a terra durante décadas, esforçaram-se por falar com as diferentes ideologias, as diversificadas religiões, as díspares classe sociais. Classificaram e catalogaram tudo e todos. Pesaram e mediram bem as opiniões e razões de qualquer ser, desde o mais pequeno ao mais influente. No final sentiram-se satisfeitos pois compilaram o mundo, conseguiram obter respostas ás questões mais prementes, soluções para os problemas mais exigentes. Por fim descansaram, reflectiram e decidiram acabar com o Mundo. Tudo resolvido. Um sossego. Uma verdade, um fim...


z.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Estes são os sinais de alerta de um avc

Foi num dia escuro e disforme que a fome acabou.

Continuem.






Deixar comentários:

Zita: gostei principalmente quando recitas no palco.

Mané: Ganda maradice!

Sofia: sabes lá....

Rute: e depois?

Salguinho: visita o meu blog! www.blogspot.com/conversapiente

tobi: saravá

Nereida: entrevista exclusiva

babá pita: sei lá. Vou ter mais um filho

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Terá tido um fim?

Cadáver de repente...sarna nos corpos. demente se saciou esticou-se adormecido. não sabia quanto tinha de cabeça.

Alucinava. Não sabia.
fragmentos de bombas, sacar e sair.
A regra de lomba. Não sabia

ser de pé não sabia.
o Soldado morto em salga
fragmentação Não sabia

espaços pedem a rendição, Não sabia
não sabia. a cabeça não sabia.
ficou em olhos
os olhos.
não sabia.
a cabeça não sabia
saía...

(De b, z não sabia)

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

merecia tudo isto um festim?

Cadáver recente...carne nos corpos. comeu desalmadamente.
Acabou por adormecer estendido. a cabeça não sabia quanto tempo tinha dormido.

Alucinava. Não sabia.
Bombas de fragmentação, estalar e cair.
A guerra ia longa. fragmentação...

o único ser de pé na trincheira. não sabia.
fragmentação.
o Soldado, o General morto.
fragmentação.
Vivalma.

Barulhos preenchiam o seu espaço, pedindo a rendição. Pedindo a fragmentação.
fragmentação.
levantou-se.
havia um carro, havia um portão.
não sabia. a cabeça não sabia.
ficou em silêncio, os olhos bem fechados...

os olhos.
não sabia.
a cabeça não sabia.

(fragmento de z) b

Sitemeter? Leiam isto...

www.marketingdebusca.com/artigo/spyware-sitemeter/

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Direito, de resposta, uma reposta e riposto de a b.

Caro b.
Eventualmente fizeste algo mais. E se o método, a ciência ou o engenho não me falha fizeste até demais. Não que esperasse daqui uma emoção nefasta da tua pessoa e não desconsiderando a acção, antes exacerbo a ideia, e causando sensação na tua própria reacção. Há sempre alegria em ver as frases desse teu novo ser, ver as novas fases neste dia, e há esperança em ter uma nova estrela que dança, em alcançar o céu neste texto, em rever ideias neste contexto. Posso afirmar que me revi espelhado nesta tua sombra, e conseguiste lançar longe este feitiço que me consome e rasga o peito e me tira da penumbra.

Obrigado

z. ao rubro!

Rá! para z. (e a quem de direito claro! aberto...)

Podia ter feito muita coisa, principalmente podia ter feito coisas que decidi não fazer por razões que a mim me dizem respeito.Como inverter. Inverter seria fazer essas coisas que tenho decidido não fazer por razões que só a mim dizem respeito, coisas como inverter, ou começar na cave, ou renascer, viver e morrer de novo para satis
fazer algum sentido de inversão necessária ao outro alter-ego que existe e que que faz coisas que só a ele dizem respeito por razões que só ele sabe e que podia não fazer mas que decidiu fazer ou não fazer por razões que só a ele dizem respeito.

ou seja

a desconstrução é feita lentamente e sem necessidade da acção exterior a não ser que se queira intervir e então, que seja de forma criativa, poética e não frontal ou simplista.

um grande beijo na grande testa de b. a z.

b.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

O outro lado do festim

Uma luz brilhante invadiu os céus e tudo ficou em silêncio, sentiu a luminosidade branca invadir-lhe as pálpebras, apesar dos olhos bem fechados, queimava a pele até à carne.

Bombas de fragmentação, estalar e cair. Desfalecer. Que sorte, estava vivo...

A guerra ia longa.

No campo jaziam soldados, o chão de balas, esburacado. Bombas estilhaçavam como que a dizer que ainda ali estava. Tapou os ouvidos e seguiu o caminho do projéctil que subia, vibrava de vida, de morte...e viu avançar um onda de destruição na sua direcção. Foi empurrado para trás ficando colado. Depois veio um calor infernal que lhe arderam os cabelos queimando a terra petrificada e a floresta e a paisagem...

o único ser de pé na trincheira.

o Soldado, o General morto.

Vivalma.

Barulhos preenchiam o seu espaço, pedindo a rendição.

Alucinava. Não sabia. Cadáver recente...carne nos corpos. cabeça de fora e poeira. comeu desalmadamente. Acabou por adormecer estendido. a cabeça não sabia quanto tempo tinha dormido. levantou-se, disparou á fechadura e arrombou-a em seguida. Havia um carro, havia um portão

Tudo isto merecia um festim!


b.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Festim




Uma luz brilhante invadiu os céus, por momentos tudo ficou em silêncio, sentiu a luminosidade branca invadir-lhe as pálpebras, e quase cega-lo apesar dos olhos bem fechados, os tímpanos contraiam-se, e só ouvia um silvo, de repente abriu os olhos e viu avançar um onda de destruição na sua direcção, foi empurrado para trás ficando colado ao metal do carro de guerra, nem um segundo depois veio um calor infernal que lhe arderam os cabelos e pelos e queimando-lhe a pele até à carne, fazendo-a estalar e cair. Desfaleceu. Que sorte, estava vivo! E a guerra ia longa! No campo de batalha jaziam esqueletos já mumificados , o chão crivado de balas, e esburacado pelas bombas de fragmentação que estilhaçavam a paisagem circundante, as árvores mortas eram o único ser de pé, a cor predominante era o cinzento no chão e o amarelo duma névoa de gases químicos e atmosfera estéril no céu.


Na trincheira o Soldado tinha perdido os seus companheiros, o General morto há dois dias que cheirava a carne em decomposição era carvão, pelo binóculo observava no horizonte o inimigo. Vivalma. Barulhos de explosões preenchiam o seu espaço, olhava em volta e nada. sons de vozes mecânicas voavam por cima, pedindo a rendição e capitulação. Alucinava. Agachado dentro do seu tanque camuflado e meio enterrado, disparava um último morteiro sem apontar, como que a dizer que ainda ali estava. Tapou os ouvidos e seguiu o caminho do projéctil que se despenhava sobre a trincheira adversária. Não sabia o resultado de tal acção. O rádio avariado, transmitia interferências, o radar partido nada indicava. Não iria abandonar o seu posto, teria de procurar munições, avançou uma trincheira e procurou no meio dos escombros algum cadáver recente para se alimentar e munições para carregar a sua M4-mk. Não havia carne nos corpos e tudo estava incinerado e calcinado. Achou um par de granadas e um cantil. Era o seu dia de sorte naquela trincheira.Tirou a cabeça de fora e a poeira começava a assentar. seguiu em frente, caminhou quilómetros, alcançou uma floresta, composta apenas por troncos quebrados e negros sem uma única folha ou ramo. Subia por uma colina, que antigamente vibrava de vida, com o chilrear dos pássaros e os barulhos de raposas e lebres que passavam entre a vegetação, agora a terra estava petrificada e a floresta tinha desaparecido, sabia que dou outro lado, no vale havia uma vila, chegou ao cume e viu uma massa de cimento e cinza, as casas sumiram-se o alcatrão das ruas misturava-se com o metal retorcido dos carros e de esqueletos a eles grudados. Procurava um sinal de vida naquela paisagem horizontal negra, perdia-se, não distinguia as ruas das construções, tudo era uma amalgama de escombros cravados no chão e arrastados pela terra. Encontrou por acaso um abrigo, entrou e viu pela primeira vez cores. Uma escada de mármore, um corrimão de metal levavam-no a uma cave, descobriu uma adega, uma mesa comprida no centro, com dois banco um de cada lado com o mesmo comprimento da mesa. As paredes com fileiras e fileiras de garrafas armazenadas e na parede do fundo, presos com pregos presuntos e chouriços formavam um fumeiro. Sacou dum presunto, e de duas garrafas. sentou-se na mesa e comeu desalmadamente. Quase que rebentava de tão cheio, esboçou um sorriso por encontrar algo familiar, o que antes seria um lar. Acabou por adormecer estendido com os braços e a cabeça sobre a mesa. Não sabe quanto tempo tinha dormido. levantou-se pegando numa garrafa, por detrás dos enchidos uma pequena porta, estava fechada à chave. Disparou á fechadura e arrombou-a em seguida, lá dentro uma sala de garagem. Havia um carro antigo, várias ferramentas, pneus por todo o lado, e sentia cheiro a óleo, havia um portão que a muito custo abriu para fora, encontrava-se no meio da vila outra vez. caminhava sem destino, olhava à volta e observava a morte em todas as direcções, deitou a arma fora, o uniforme e as botas. Entrou novamente, fechou a porta, e sentou-se novamente. Pôs a mesa, dispôs os enchidos por categorias e garrafas de diferentes anos e qualidade à sua frente. Deu graças e começou a cear. Era o talvez o último homem, venceu a batalha portanto, estava em casa, reconstruiria um lar e a vila! Auto-intitulou-se de presidente da câmara e deu vivas! Tudo isto merecia um festim!










de z. do blogo para b. desconstruir... Ao bom estilo de K.S.


R.S.V.P.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Cenas dos próximos capítulos

Acendem-se as luzes da ribalta, sobe o pano sem nódoa, a pancada de moliére no batimento do coração, e a vida ritmada na banda sonora duma canção. A fita surreal numa revelação irreal.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Sobre a Ilha

A ilha sou eu
A ilha podes ser tu
Na ilha vivemos para nós e por nós.
Na ilha somos como um átomo em agregação uma particula, uma molecula. Em evolução.
Aumenta, desenvolve-se e reproduz-se.
Na ilha dá-se a selecção natural, a bactéria do nosso ser transmuta-se num mais complexo.
Transforma-se num novo ente e em eterna mutação.
A ilha torna-se no Eu. Comum, Uno e indivisivel.
Reage com o ambiente em redor, emociona-se e sente.
Na ilha somos sozinhos, espelhando as nossas mágoas na largura e imensidão do nosso horizonte tridimensional.
Na ilha as cores são nossas, dela.
Os sentimentos só meus, da ilha.
As texturas como amarguras partilhadas com o céu e espalhadas na areia.
Os relevos como saudades recordadas e dissipadas com o despertar do sol, evaporadas com a neblina matinal.
As brisas, alegrias espalhadas pelos ventos do oceano que circulam, e transportam para longe como sementes e pólens pela atmosfera.
Abraço tudo. Abarco tudo. Sou e estou.
A ilha é e está.
A essência floresce na terra fértil e virgem, e cresce como erva, espalhando-se e ocupando todos os canteiros selvagens, os espaços vazios, as brechas das rochas, os baixios, os leitos secos e avança pelo mar.
A ilha viaja com a maré, flutua na esfera, voa na estratosfera, migra pelo globo.
Ultrapassa o horizonte. Expande-se para o todo.
A ilha está só com tudo. A ilha somos nós.
Tudo abrange.
Tudo é, tudo sente e tudo vê.
A ilha é universal.
Ultrapassa-nos.
A ilha não passa da solidão do cosmos.
O cosmos é um grão de areia na ilha.
Enquanto nós, deitados na praia, olhamos o horizonte.
Imaginando o que há para além dele.

z(eus)

domingo, 14 de setembro de 2008

Arraiolos

Ontem, um senhor em Arraiolos, dono de uma loja de tapetes (naturalmente), explicava-me porque é que Arraiolos é o concelho mais importante de Portugal. Disse-me que era o único sítio em portugal, e talvez no mundo que tinha:

1. Ilhas sem mar
2. Ponte sem rio
3. castelo sem rei

Depois explicou-me que de facto há uma terra ao lado de arraiolos que se chama Ilhas (mas não há mar); existe uma ponte quando se chega a Arraiolos, mas não há nenhum rio por baixo da ponte; e finalmente, o castelo (que por sinal tem uma vista linda e muralhas redondas) não tem nenhuma estátua de rei nem nehum rei.

b.

De Vagar

disse-me que não tinha vagar...
lembro-me que disse que não tinha vagar. eu tinha pedido qualquer coisa. não me lembro o quê. só me lembro que me disse que não tinha vagar.

vagar...

vagar é uma palavra dura, mas não demasiado. vagar pode ser ofensivo. mas apenas ligeiramente. vagar não vem no wikipédia. aliás vem. no wikicionário. mas acho que não encaixa.... vejamos. pedi-lhe algo e disse-me:
não tenho
a. falta de pressa
b. descanso
c. lentidão

agora reflito. não me lembro. não me lembro mesmo o que tinha pedido. se calhar não era importante. não vou perder muito tempo com isso. eu não tenho falta de pressa. mas também não tenho pressa a mais. tenho mais que fazer. mas tembém tenho de descansar. podia ir a correr perguntar, ou pegar no telefone e ligar. porque sou rápido. não tenho lentidão. mas não vou.
se calhar....

se calhar não tenho vagar

bê(hêhê)

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

na tua ilha( numa parte de z.)

deslocado na tua ilha,
sentia e via tudo e todos,
cobertos de tudo desnudados,
limpos e cristalinos,
na praia toda a gente ria,
não sabia nem podia,
nem sequer os via,
tentei aproximar-me,
perdia o sinal,
a ligação.
afinal havia um canal, estava do outro lado
via a tua ilha, porém deslocado.

z.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

A nossa ilha (parte A de b.)

A nossa ilha tem arcas frigoríficas cheias de gente.
A nossa ilha tem côcos e andamos todos a tentar partí-los e recolá-los ao acaso, como um brinquedo velho com que brincava e que hoje tenho pena de não ter guardado. A nossa ilha não tem sítios onde guardar coisas velhas.
A nossa ilha é achatada, é um território onde por vezes preferia que houvessem areias movediças. Mas não há. O que há são elementos estranhos, corpos estranhos, pessoas, animais.
Na nossa ilha tentamos sobreviver ao excesso de sono que nos impede de existir mesmo a dormir pois o que acontece é o de sempre.
A nossa ilha é feita de retalhos como os côcos.
Na nossa ilha há pequenos anões que satisfazem os nossos desejos.
A nossa ilha não tinha originalmente habitantes e nenhum dos mapas acertou à risca naquilo que todos procuravam e ansiavam descobrir. A nossa ilha não estava localizada, não era conhecida, talvez nem existisse.
A nossa ilha é na verdade, tudo o que se queira, apesar de podermos sempre mudar de ilha...

b. (de TdV cutup)

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Sobre os automatismos na laboração do sector terciário

"(...) A ignorância e/ou displicência na realidade binária é a causa maior da solitude do ser quando univoco e da sectarização, no mundo pós-industrial. E a assimbiose ou não ingerência na bolha morfosapiente, factor de instabilidade nas sinapses e desmembramento do sinal do sistema nervoso central sintético, condição sine qua non para o caos na evolução proto-nanotecnológica"

in Kayam Sonedra, Cadernos da essência tripolar e suas consequências, Vol.III. tradução de Sanches Prieto, Edições Cometa, 1981

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Introdução à nova colaboração

Boas tardes,

Os zeros vão crescer. O apontamentes vai funcionar, como sempre funcionou, à desgarrada, mas desta feita e a partir de hoje com 2 novos colaboradores. E é com muita satisfação e um imenso carinho que os apresentamos.

O 1º é uma colaboradora, que como é óbvio e é apanágio do nosso formato, oculta a sua verdadeira identidade e desponta para as apontamentes com um alter-ego. Nascida, em anos conturbados e prolificos em desconstrução artística, desde cedo demonstrou propensão para as artes. A escrita sempre foi uma paixão e uma profissão inata. Das suas primeiras obras de criança constam uma prensa baseada no modelo de Guttemberg em Lego, tendo imprimido o seu primeiro livro infantil aos 6 anos, de seu nome " A pequena ostra na praia encantada", conta a estorinha deste molusco e gastrópode, que vagueia e divaga numa praia surreal e onde se debate com vários momentos existencialistas num monólogo entusiasmante e introspectivo, focando o lado sombrio e cínico da criança moderna. Por muitos considerado como uma fiel seguidora de Dostoievsi, e aclamada na 3ªmostra de livros infantis de Coimbra, onde ganhou o primeiro prémio para o melhor conto infantil no Portugal dos Pequenitos. Destacam-se também nas colagens em papel, na fotografia estroboscópica e em artes diversas, sendo sempre a primeira da turma e quiçá do País nas disciplinas de artes manuais e arte sacra para principiantes na Escola Primária Bartolomeu de Gusmão. Na idade adulta, o seu portentoso poder criativo abre-lhe portas para o sub-mundo dos intelectuais obscurantistas, sem nunca descurar o seu lado iluminista e também humanista, caracterizado por antagonismos e o seu modo evasivo, no que concerne às sua posições ideológicas sem nunca se colar a um movimento, o que combina de facto com a sua personalidade, se por um lado aberta para o mundo, por outro ostraciza-se do mesmo, muito embora nunca se sectarizar, fazendo dela um ente fulcral e indispensável na Aldeia Global. Escritora polémica por chegar a fazer os críticos questionar-se sobre a sua própria existência.

O nosso 2º colaborador, amigo e camarada de palestras, conhecedor a fundo da obra de Kayam Sonedra, e uma apaixonado do movimento Antagónico-naturalista, é sem dúvida alguma, o maior e melhor divulgador das obras deste mesmo movimento, e um estudioso da sua história. Destacou-se na década de 80 pela Poesia e Romances de cariz neo-realista. Entre as suas obras, há a frisar " Pano para mangas", um retrato social contemporâneo, narrativa plena de imaginação e bom humor. Demonstra um capacidade excepcional de conjugar a fantasia com a realidade. Se o tivessemos de comparar com um autor contemporâneo sem dúvida seria um Joseph Conrad, um Gorki, ou mesmo um Nicolai Gogol do Séc. XXI, salvaguardando, claro está, a estética sócio-politica que nos separa desses tempos.


Em suma, espera-se que colaboração deste estimado e acarinhado casal, venha enriquecer exponencialmente este espaço, e sirva para aumentar o seu teor narrativo e acima de tudo polvilhar de criatividade e imaginação o mundo virtual. É com grande expectativa e alegria que abraçamos estes autores-criadores no nosso blog. Desde já a nossa gratidão por acederem ao convite e um grande bem-haja.

Apontamentes, Oito de Setembro de Dois Mil e Oito

Na foto, personagens ficticias. Sines, 2008( por z. )

O Início sem um fim

Apanhamos a luz e seguímo-la O tempo estava infinito embora não fosse pouco saímos à pressa e depressa sem patins em linha e pela linha fora Com asas criadas e apetrechos inventados saimos da troposfera ultrapassamos a Ionosfera Seguimos para a Cromosfera Acompanhamos as ondas tanto as Alfa até as Gama e ignorando as Omega Viajávamos nas entrelinhas dos raios paralelos vindos do Astro-Rei Iamos à bolina mosquitos imaginados na viseira borboletas à nossa beira e algumas ao pé de nós e dentro do estômago. Corriamos tanto e era tanta a vontade, que subimos para as estrelas Marte e phobos orbitando-nos Deimos esquecido A Cintura larga e pujante evitamos Jupiter e Saturno nas calmas Io Europa Titã S15 e 16 Tanta a variedade da cor e diversidade criadora neste espectáculo que batiámos palmas de emoção A Aceleração que sufoco Neptuno e plutão para trás já longe.O passado misturado com o presente, o futuro ora aqui ora ausente. OsolpequenosumpontoluminosoaterraumaluzazulperdidaAnuvemdeOortosconfinseíamosaoacasoeàsorteChegámosaSiriusbrilhanteeofuscanteTremenda força de impulsão a massa aumentava assim como a beleza e sensaçãoOcaminhosemcimanem baixosemesquerdanemdireitasemcertezaumpulsargiravacomoumestrobocegavaUmaSupernova partedocéuabarcavaopoderdacriaçãoànossafrenteaGaláxianoseuesplendorpontosquecomotraços rasgavamoespaçoocéuequetorporAsforçasqueestavamossujeitosquasequenosstilhaçávamsaímos davialácteaacaminhodeMagalhães. Parámos. sem aceleração. Perdemo-nos superamo-nos imaginámos a escuridão e todas as estrelas brilhavam num turbilhãoosquasaresalcançávamosa luzultrapassámosànossafrenteeatrásnadaO próprioUniversoficounumúnicopontonãohaviaespaço nem temponemmatérianemvácuoatingimosoinatingívelchegámosaofimeprincipiodetudoTodasas questõesrespondidastodasasdúvidasesclarecidasnadaexistiaapenasnóseumpequenoberlindena mãoUMsilêncioOtudoeonadaeaplenaetotalsolidão

z.(=mc2)

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Plantaro


Plantaro (aŭ flaŭro) estas la tuto de plantoj en certa regionoepoko respektive la sistema priskribo de ĝia tuto. Ĝi estas listigita en listoj, kiujn oni ankaŭ nomas flaŭro aŭ plantaro kiel katalogo ofte kun kun rekonŝlosilo. La vorto flaŭro estas dedukita de la latina nomo flora de la romia diino de floroj kaj juneco. Komplemento de la flaŭro estas la faŭno, la bestaro, nomita laŭ la romia diino Fauna.

zïe

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Entrevista a Kayam Sonedra

Fãs de Kayam Sonedra:
Encontrei, num pequeno alfarrabista da capital (não digo qual, espero que compreendam), um livro que é uma colecção de entrevistas feitas a artistas pouco conhecidos. Curiosamente, encontrei uma entrevista feita a Sonedra, da qual tirei um pequeno excerto para o deleite dos amantes da sua escrita e arte em geral!

"(...)P - Começou pela escrita. Pode falar-nos disso?
KS - Sim... A primeira vez que descobri a necessidade completamente incontornável de criar algo a partir das formas que surgiam na minha mente, foi tão forte a sensação que quase desmaiei. Quando recuperei a consciência tinha o meu primeiro texto (monte plúbio) fotografado na minha mente. Uma barragem tinha-se aberto e as palavras fluíam. Não, não era bem como uma barragem... Era mais como uma metrelhadora de fotografias a textos, um strob inacabável de imagens. Foi também a partir dessa imagem/momento que mais tarde me interessei pela fotografia.

P - Já vamos à fotografia. Primeiro, o que é que torna a sua escrita tão particular?
KS - Primeiro, a ilusão triste de uma época sombria do pós guerra. Claro que muita gente é influênciado por isso, mas o que difere, penso eu, é a ligação disso com as minhas outras influências.

P - Tais como?
KS - Houve uma época que frequentava o "doce cálice", bar de artistas, intelectuais e revolucionários, destruído num atentado de extrema direita. Lá conheci figuras como Karol Metinski, pintor surrealista de traços minimalistas a carvão, que me fez ver a beleza de um traço e que tentei reproduzir com a minha escrita e mais tarde também com a fotografia; havia outro senhor obscuro que nunca disse o seu nome a ninguém, nunca permitia que lhe desse alcunhas ou designações de qualquer espécie, porque estava a trabalhas sobre a ausência do indivíduo em pessoas concretas. Transmitia as suas ideias pela pintura, onde utilizava vários pontos de fuga, e a noção tridimensional como forma de nos fazer entrar na obra, jogando depois com as diferentes dimensões, tanto na clarificação do contexto como na evidênciação dos conflitos inerentes à despersonalização do indivíduo num paradigma real de guerra, morte e ressureição alegórica. Isto influênciou a minha utilização de "nonsense" e da representação axiomática daquilo que as pessoas chamam "dom" e que eu denomino apenas por "pedantismo" na escrita, fotografia e pintura.

P - Estou a ver que não consegue separar as diferentes artes que pratica. Todas elas refletem as mesmas ideias?
KS - É impossível separar as coisas dessa forma. Tudo flui do mesmo ser e sou influênciado inconsciêntemente pelo mundo à minha volta... posso talvez dizer que não intereesa o que fazemos mas como o fazemos. Não intereesa se estamos a escrever, a fotografar, pintar, esculpir, etc.. Isso são apenas estados de espírito. Por exemplo, escrevi o texto "Ovo em Decomposição", mas poderia ter pintado um quadro. O importante foi a utilização da técnica destrutiva. Ou na minha pintura com colagens "Queda de Homem do Telhado e Quebra de Membros Inferiores com Fractura Exposta" onde o importante não foi a técnica mas a ideia da fragilidade do cosmos no caos, como escrevi no meu primeiro livro. (...)"

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Kayam Sonedra - Registos bibliográficos

Extracto de memórias em devaneio. Periodo obscuro. Editora Guttemberg, Tradução de Kaniz Lopuz abril de 58.

http://crostaceo.blogspot.com/2008/09/havia-um-homem-aqui.html

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Kayam Sonedra - A biografia, a história e um contexto psicológico


Caros Leitores,

Tem causado muito celeuma, a descrição do nosso caríssimo mentor. Muito tem sido dito e descrito sem qualquer pudor ou fundamento e muita blasfémia acerca de K. Sonedra. Este que foi um pai, poeta, escritor, arquitecto e acima de tudo grande homem e que será sempre uma referência para nós, debutantes neste mundo que é a virtualidade, e imberbes no modus vivendi antagónico-naturalista. O nosso crescimento dependeu muito deste Grande Mestre que nos transformou de simples aprendizes inseguros em jovens de cabeça erguida indicando-nos um caminho, um rumo, uma nova existência e uma nova visão metafísica da Arte.
AS palavras que se seguem são de uma biografia não autorizada por Kaniz Lopuz, amigo intímo, conterrâneo e seu opositor ideológico e não reflectem a posição dos criadores deste blog.

Nascido e Criado em Nobinsli na antiga Brunesia. Cedo começou o interesse pelas artes plásticas e concepções de paisagens mentais. Nos anos 60 enveredou pela sua carreira quando se apercebeu das alterações sociológicas e ideológicas do mundo moderno e da destruição dos ecossistemas nasceu a necessidade de adaptar os materiais sintéticos da lixeira local em artigos de luxo por métodos ainda hoje desconhecidos e mantidos secretos. Na década de 70 e depois da desactivação da central nuclear de korda, diversificou o uso dos materiais. Tendo como destaque a estátua de D. Eriksulis II, coberta com particulas de urânio enriquecido e banhada por pequenas quantidades de isótopos de plutónio. Obra polémica que contribuiu para que a cidade constasse dos guias internacionais e culturais, tendo ganho o átomo de platina no certame de Vladits.
Após a queda do muro caiu na obscuridade. Apesar disso foi uma época rica. Destacam-se na década de 90 o busto de Nablinka exposto no museu de trabety, a ninfa de Ganiz obra desaparecida, em 2001 e das mais aclamadas do século, alguns estudiosos referiram mais tarde que foi comprada por um barão da droga do cartel de Quetzacoalt e mais tarde destruida num bombardeamento ligado à luta anti-comunista patrocinada pelos Estado Unidos da América a um covil do Sendero Luminoso. E por fim o estádio olímpico de Naguna, todo construído em papel compósito reciclado destruído no grande incêndio de 87.
Exilado politico, acabou por viver o resto dos dias em Vila Praia de Ancora tendo-se tornado cônsul honorário e recebido a ordem de torre e espada( 1989) pelo presidente da republica por duas ocasiões. Tendo depois entrado no seu segundo período obscuro por abuso de substancias oxidantes e por excesso de uso do monóxido de carbono. Viveu os seu últimos dias em demência absoluta no parque natural de montesinho vivendo da caça de veados e da recolecçao de bagas alucinogenicas tendo sido encontrado morto no rio Sabor perto de Bragança. O corpo encontrava-se em avançado estado de decomposição e tinha evidentes marcas de antropofagia. Pensa-se que nos últimos dias terá vivido de pedaços de carne humana obtidos por armadilhas por ele elaboradas. Aquando do seu funeral foi impossível retirar-lhe o sorriso da cara. Tendo pedido para ser incinerado e as suas cinzas lançadas ao rio juntamente com os cadáveres do massacre de Tui devido a revoluções independentistas ligados ao movimento antagonista. Deixou em testamento os seus dentes de platina e doou o seu cérebro ao instituto Ricardo Jorge e ao Instituto Egas Moniz respectivamente.
N.R.:O seu espólio encontra-se no museu de arte moderna ao CCB( por ora encerrado devido a obras( julho de 2o08)
As visitas guiadas são das 14 às 18 no ultimo fim de semana dos meses de Verão.
Poderão deixar doações através do nib: 0035 0994 101 0240 4.
errata: Onde se lê bibliografia deve-se ler biografia




Nota: Na fotografia, auto-retrato tripolar, Periodo Obscuro1939, Kayam Sonedra

A corda

a.corda...... A.c.... .. .O. r . d.. .. .A..... acorda
a c o r d a
A.c.o.R..D....A.... .... ..... ........... a.. c ....o ..r .....d .... ... . ......a
a co rd a....... a c o r d a
aco.......r...d.a ..........a c o r da ...........acorda ........ acor da ... . . ... . . . ..a c o r da
a . c . o . r .d .a..... ...... ..... ..... ..A C O r d A
a. c... o. r d ...a A.cO .r. . .D.......... . . ..a

b. (do estendal)

Kayam Sonedra


terça-feira, 26 de agosto de 2008

Adenda à mensagem anterior! Uma nova abordagem.

"Tendo-se destacado, nos últimos 30 anos, na sociolinguística e com um compromisso ético pela defesa da verdade por cima de qualquer outra consideração, Kayam Sonedra analisa e actua no contexto sociopolítico da escrita. O resultado deste labor, desenvolvido em congressos, seminários, encontros, revistas, e em diversas associações culturais, fica patenteado na quantidade da sua produção. Kayam Sonedra tem recebido, pela sua coerência, o boicote dos adversários isolacionistas e, também por vezes, a incompreensão dos esperáveis colegas. Considerado, um importante investigador no âmbito da sociolinguística e, pela quantidade e profundidade das suas análises, comparável só com outros esclarecidos colegas, tem participado em quase todos os mais importantes congressos e encontros, nacionais e internacionais, sobre a situação da língua e escrita muitas vezes incompreendida!"

z.in Wikipédia

Pontamento (ou Explicação de Textos Anteriores)

Diz-se que há por aí um fríbilo,
um fríbilo nilsch que nasce.
devamagrinho desfiltra-se
e desmescla-se
para finalmente
se entronar percetílica.
- Kayam Sonedra -

É a partavés neste vernáculo de Kayam Sonedra que se desgacria todumestro ditongo, em buldimente extrinação e invengandentro. Parvés vustado, porbém dó tádo...
Usufrui-mos.

b. (explicionando)

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Gosné du pinado!


andaz pula strata,

corres plus campush,

dezafiaz al titudiz,

a vanzas nu di antera,

au vér a prigu,

dolhuz fi xad,

i du coshtaz vol tádz.

Ven tu pel a pra daria

e cabeluz a u ven tu!


Z. (d re pent)

Piné? Gosmado!

Piné iassim
sine vergonçadas siabri
le miabri
le nuzabriu

advidémos tu que jorrado
fizla e comprato como jamizantes
qiçámos nuncedo mais

misto trostinho e haha
saudinho do piné
quilonge andedo purlá
fincamo-lo de bando
bendo...

...guardiando sapidade
mesmar? volter? medar?
querendo braçando (chuacando) semper!

mas cautilando cautilado
se jamas murtir
por jamas vivendiar...
sta juntir a tri de fresco.

b. (dedicando a nuné)

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

piné

truz de sanguina,
poto do alginora,
opanora de atranha,
guinde de obrunha!

Santi de mara,
cumi de mieé.

empora na enzina,
munda ca manera.
lingo o panadura
sorno i cantifa!

ive mai tru uh!
uh uh co ná pi!
pi né!


z. é

domingo, 17 de agosto de 2008

Ploft!

Abseniva dilenou o targo
em pípamos com frida
déstino milfou com turbine
ida! ida! destropine...

Entanto tinou o bregário
busto filme de altínio com lário
no clastro fincou-lhe o alfrigue
dando gírio por pimpolho a digue

ido por bremeu
castro fungiu
colto ardileu
papas curlutiu!

antiquástilo estido em poulpada a fim
custumário de débito ponta
albostino demilho custando difolgo
quantino fialho que monta

b. (grindo)

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Frik horrífico

INCAPAZ!!!
ignorante! demente! doente!
faço-te frente
se me apanhas quente

que frio quando ataca
sem brio
à socapa

a céu aberto
não cais, decerto
mas o deserto que há em ti
alastra-se e a areia que foi pedra
será pó
ficarás só nesse teu fio confuso
nesse teu nó

sem penas de ti
que penas te deram e não soubeste voar
ou não quiseste sequer parar
para tentar perceber um pouco menos
das coisas que vês

apenas escureces a tez
debaixo de um sol escaldante
desidratação alucinante
alma marada
cabeça lacerada
via cortada floresta queimada
por dentro e por fora
e agora? vens-me tentar puxar?
e vais continuar?

Não... Ide...
Ide sucumbir à praia
que te ignoro o andar na mesma superfície que eu
todo o meu continuará
e o teu.... perecerá (sem necessidade da acção exterior)

b. (acima)

Bipolaridade invertida

Incorrecta a ilusão,
numa mentira e numa desilusão,
a gente corria para cá,
andava para lá,
pintava a mente,
dava mais uma de mão,
ia contra a corrente,
suspeitava de antemão,
fora de pé ou fora de mão?
num impulso, subia a pulso,
caía e bateu no chão!
a faca romba, nesse seu mundo
a cara lavada num poço fundo.
cuidado com a Lomba!
Não vale que a vala era tapada! Escondida!
Enquanto um ente partido, num circo criado, um doente ferido, mais um palhaço formado.
Num mimo em formação, há sempre um homem estátua com razão.
Parado, estacionado, de pé ou frio.
sem coração

Z( compulsivo)

des garra dos sentímetros

E quando se perde
chora

o que é normal devido ao facto de estar triste
por se ter perdido
por não ter compreendido o caminho

mas houvera vezes em que se rira
até compreender a sua incompreensão

e por isso chora

mas não sempre
ás vezes, o seu sorriso muda o mundo
e isto é verdade
eu sei porque vi
vi um girassol enganar-se e virar-se para o sorriso
como se fosse o sol
vi o centímetro a desafiar o metro para uma corrida
e a ganhar
vi a lua nova a subir brilhando como o sol do meio dia

e assim brincam no seu rosto
o choro e o riso
como duas crianças
a brincar ao toque e foge...

...mas sempre com o cuidado
de nunca lhe desfigurar o rosto

b. (vazio)

terça-feira, 12 de agosto de 2008

O desafio - parte z

Ana levantou-se com uma estranha impressão na perna. Coxeava e tinha um leveardor. Não se lembrava da noite anterior nem de parte do seu passado. Comode costume foi para colégio. As freiras fizeram um comentário sobre a suapostura na aula: Longinqua, alienada, de mente afastada, quase de corpoausente. Mais um dia terminou e voltou a casa, jantou no orfanato, e à noitesaiu para o clube. As noites negras e que tanto adorava eram a sua únicarazão de existência, tudo o resto eram apêndices. Os encontros com Jaime,seu amante e mentor, foi o quem a integrou na seita. Os rituaisfascinavam-na e cada vez mais dependia deles para entrar em transe e escaparpor momentos da sua vida modesta e mesquinha. Chegou a casa às tantas,continuava a coxear, deitou-se com Jaime e adormeceu esgotada mas deleitada.Quando acorda tem uma espécie de gelatina sobre a boca e os olhos, quase não os consegue abrir. No banho tenta retirar o visco que a cobre. No joelho uma força estranha, uma dormência, uma energia bizarra a cobre, um caldo antigo e primordial sobre a rótula. No médico: "um caso raro"; "é pra ser fotografada"; "não vamos lancetar a coisa"; "Esperemos a evolução!". É medicada com drogas especialmente para doentes crónicos e casos de maleitas hiperactivas. Volta para casa a flutuar. No dia seguinte estava imóvel e vegetal sobre a cama. Um sorriso nos lábios disformes que se decompunham, os olhos gelatinosos desfaziam-se, por cima dum joelho um girino desenvolvia-se sob a epiderme. Por dentro do corpo a espinal medula ligava-se à perna esquerda, a respiração não era feita pela traqueia, mas sim por orificios junto à coxa. os lábios colam-se a face implode aos poucos, o cérebro deixa de funcionar. O girino desenvolve-se agarrado ao corpo. Utiliza-o para se deslocar. Numa ultima tentativa os médicos acham o fenómeno bizarro masesperam mais desenvolvimentos, e através de cirurgia plásticareconstituiem-lhe a cara. Apesar disso os electro-encefalogramas acusam morte cerebral, as ligações sinápticas cortadas, a ligação motora interrompida. Quem controla o corpo como uma marioneta é Jack, O Sapo. Éassim que se chama, e chegou para ocupar o seu lugar na carteira de Ana.Torna-se o melhor aluno, já ninguém estranha o sapo no corpo, apenas sentem que Jack se devia livrar daquela carcaça. Mas Jack sente-se bem, acaba o colégio com excelentes notas e forma-se em direito. Jaime mantém uma relação com Jack, assumem-na perante todos e abrem um escritório de Actividades Jurídicas no centro da cidade. São felizes finalmente.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

"Um Grave caso de queimadura psiquica"

Corre pelo corredor. Desce pelo corrimão. Encosta-se. abre a sala e uma porta. Ao fundo uma cadeira. Uma luz nas ventas. espancado. Esventrado. Levanta-se. Ri-se e troça de todos. Olham-no com espanto. Faz de morto e balança no ar. esconde-se no tecto. entra para o sotão. cheio de macaquinhos. Dá milho aos pombos. Envelhece na relva daquele jardim. aquele ali. Atrofia. Geme. Morre lentamente e desligam a máquina. Afinal já não está dorido. Aliás, está mole. Moído! Como o café torrado. Come e bebe. Farto! Fecha-se em copas. bebe amis uns copos. Enterra-se e permanece ali.
"Que Palhaçada!" - diz para si.
Engasga-se com uma Gargalhada. E de contente doi-lhe também um dente. De chavão em chavão saltita alegremente.



z. ( à espera de b)

domingo, 10 de agosto de 2008

Pardal

adormeci com o nascer do dia, abri a janela e as portas da percepção. Entrou um pardal, avisou-me que havia mais. Muito mais a juntar ao que eu sabia. acordei.

z

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

desisto

Já senti, já provei, já degustei, já iludi, já matei, já sei, já agora, já vesti, já mascarei, já tirei, já mostrei, já enganei, já li, já vi, já fui.
z

terça-feira, 5 de agosto de 2008

a falta de coerência das escrituras infra devem-se ao facto de "b" estar sem acesso à rede, logo "z" trabalha sem ela, e na corda bimba.

1 2 3 bang macaqinho du xinés

z

Outra versão


a maddie foi vitima de abdução.

doutro mundo,
imundo, interno.
Eterno.

infernal, profundo sem perdão
e no fundo não?

dissecada
esquartejada até mais não

porém sempre acarinhada

e apreciada com um bom vinho

e uma cesta de pão.



o farejo do cão deu em morte.

já o pai e a mãe

cansados dormiram a sesta

em huelva

um fartote mais um ursinho de peluche

e uma singela fiesta
a juntar a uma vigilia
no vaticano
com Bento e um outro bacano

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

zzz

As vezes via-me a mim mesmo noutro sitio. Um dia fui medir a tensão. Comprei um gelado depois.Pensei sobre isso e sob aquilo. Nada concluí. levantei-me e segui em frente!
O sol baralha-me a cabeça.

z( sustenido)

domingo, 3 de agosto de 2008

Bata branca, bola preta

"tem que se fazer qualquer coisa então" e desceu do consultório sem dar a face. Não perdendo a razão, pediu outra opinião e mais um pastel de nata. Nem ganhava ao jogo. Não reinava em lado algum, mas era dono do seu nariz. Achava tudo isto estranho, olhou para trás e viu-se. No espelho e deste lado uma imagem inversa, uma contradição e mais uma travessa. Não era a fome que o movia, nem a sede de mais e mais amor, era somente o acaso e aquela rabiscada receita dum Doutor.

z( conectando)

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Do mar resta o mar

Em vias de ir
foram andando
voltaram de vez em quando

um com cabelo
outro não careca
pararam para pensar uma beca:

- algo é sempre uma criação
uma destruição
uma transformação.

- Não! - respondeu - "nada se cria
nada se perde
tudo se transforma"
nada se tudo
nada-se tudo
tudo se nada
nada se não
nada senão...

nada!

(não como o gustavo que respirou debaixo de água
esse não morreu do mar
mas da mágoa)

os outros fugiram
com a pálida tez
de quem lá volta de quando em vez

b. (ligado)

de z pra b

vide paradoxo.
deveras ortodoxo


hora 13.26 31/07
espaço outro

z. em zig

informação ao utente

este blog encontra-se sobre o efeito de um paradoxo espacio-temporal.
Ao desligar o seu pc verificar se ainda se encontram no mesmo sitio e volte a sincronizar o seu relógio.

ps

o comentário posterior é anterior.
o passado é presente
este estado é ausente
não estou, estive
nem sou, ja fui
parti em breve
cheguei a ir
brevemente
entretanto
e por enquanto nada digo
comento
posteriormente

remar

remar remar forçando a corrente
parafraseando toda a gente!
que é amanhã dia 1 de agosto
e tudo em mim é um fogo posto!

z.( de zénite pra nádir e vice-versa)

quarta-feira, 30 de julho de 2008

PARA TI

12 caes correm na praça, os ratos roem-nos os tornozelos
o cheiro anda a reboque, a caravana atrasa-se.
detem os morcegos no elevador
contam as perolas
dao-se os porcos
guincham as arvores
e fogem em bandos!

z. (ainda em zen)

terça-feira, 29 de julho de 2008

Há brechas no cais( sonhos duma noite que verão)

Na brecha vivia o mexilhão. As ondas batiam, batiam, batiam!
" bum bam badalão!" - faziam
Onde?
Junto ao rio, na foz, ao pé do cais, à beira mar - diziam
Vazam o chão. Esvaziavam a concha. Enchiam o céu. Despejavam depois.
Desejavam toucinho. Gordo ou light? Indiferente, sem acuçar misturava coisas doces. Nata, leite, condensado, precipitado, fugia o mexilhão. Quase evaporado. Destilava, transpirava e acordava. Não era sequer um mexilhão, nem um cão, ou um balão. Mas voava, voava. Saltava e rodava. Sorria e acordava. Era um reflexo, que numa casa de pasto batia, nos olhos da cozinheira incidia, que cegava, de alegria, ensurdecia de paixão, entrava em melancolia.
"sai mais meia dose e uma cesta de pão!" - gritavam

de z. (em zen)

segunda-feira, 28 de julho de 2008

A(l)berto para contra

Fisgado veio
solto este pequeno gafanhoto
sa ltit a n do por entre as fendas das pedras da calçada de de um país distante diferente

chegando hoje
partindo amanhã
como um anti-herói de um qualquer filme de série z

sem ofensa a z como quem diz b
coincidências tendem a colidir
por vezes até mesmo frontalmente...


...(eu tendo a ter cabelo por exemplo)



e vós? tendes? tendeis?

meras coincidências porém destino porém purista porém impuro porém porem puré
não obrigado


b.(fresco)

sábado, 26 de julho de 2008

sexta-feira, 18 de julho de 2008

olá?


Esta FOTO TAMBÉM É INEXPLICÁVEL!

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Desencontro


Vim procurar-te. nada encontrei.

O sol queimou-me, e eu?
Oh! eu esperei esperei.

Bebi, até transpirei.

Encostei-me adormeci.

Vieste! nem acordei....
Partiste! Não é que não cheguei?!


z. Fase -2

b.xioma

SOU ÁGUA
ÉS SAL



...mar

b. (em modo de sapo piqueno)

terça-feira, 15 de julho de 2008

axioma

A lebre salta.

O milhafre em vôo.

A rã, ploft!

z. in loco

Aforismo (parte2)

Menino Omega desenterrou-se...


Pensou:

ainda bem que fui sozinho...

b. curto

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Aforismo

Menino Alpha cavou um buraco
onde se enterrou.

Na solidão da terra fria,


apenas lamentou o facto
de não ter enterrado também um amigo...

b. (pequeno)

vamos crescer

chamada aos seus lugares.
partida!
se uma escada subiste,
um outra se vê na ladeira a descer,
uma nova torre na rua construíste,
e o povo vai assim crescer!

Talvez não em tamanho, nem em virtude!
Talvez nem em determinação e audácia,
talvez também não em vão,
e quem sabe cresce em eficácia.

Também não será grande saber,
mas entretanto é bom de ter,
até porque...O saber?!
o saber não tem doer!

domingo, 13 de julho de 2008

Miau?

O vento soprou
o gato caíu
do telhado onde descansava

o menino se riu
porque tudo ele viu
do banquinho em que se sentava

passado alguns anos
o menino crescia
tornou-se um Grande Doutor

via as quedas
de todos se ria
no trono de onde era senhor

Um dia porém
tropeçou na torre de belém
caíu lá de cima de tudo

o único que o viu
tinha um gatinho, que se riu
mas ele não porque era surdo mudo.

b. nariz

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Um gato do sotavento

da varanda via passar a gente na calçada
estava feliz até endiabrada
dava pulos de contentamento estridente
saltou caiu cá baixo
todos acudiram
juntaram-se numa roda
fizeram-se juras de amor eterno
roda à volta da fogueira
esgotou-se o vinho
as meninas vinham
e ficavam no rio mesmo à beira
fez birra,
puxou os cabelos,
enforcou-se neles
todos troçaram dela
ninguém mais riu
também nada se passou
era contado por uma arara
e passado a escrito
pelo piriquito
A Tinta jorrava

ahahah

afinal a menina voava,
era uma tira de papel que esvoaçava
donde vinha? Ninguém sabia
a gente na praça especulava

Amen

rezou-se um terço
num domingo soalheiro
choveu na segunda
nas noticias falou-se dum tiroteio
o locutor engasgou-se
muda de canal! - Exclamou

"bip! Ao segundo sinal serão:
vinte e uma horas quarenta e três minutos e alguns segundos,
mas poucos..."

z. Petiz

Vi-me

Olhava a multidão enquanto passava e pensava
lá vão as pessoas
que vidas tristes e sem sentido
assustei-me quando me vi no meio da multidão

não queria estar ali

alguém olhava para mim
do meio da multidão e pensava
que vida triste e sem sentido
assustei-me com medo que tivesse razão

e é assim que é sem amargura
convencer os outros e a mim próprio
que a minha vida é boa
e cheia de sentido

e eu sei que é

b. feliz

quarta-feira, 9 de julho de 2008

ó-da-casa

Não é fundamental a radicalização.
Assim como não é necessária a demasiada exposição.
Os Uv estão altos, assim como a radiação.
Privemo-nos da velha televisão
voltemos de novo à emissão!

C.( a partir de agora z.)

Deslargo-me da mãoó

Só para nós?
Assim seja
Faz todo o sentido
e não sobeja
afagações do ego não são necessárias na nossa presente dimensão
por isso, os casinos do estoril e da póvoa fecharam as portas a não sócios..
só os ricos entram
a torre de babel finou, caíu, prostrámo-nos diante das suas ruínas
e pedimos perdão
pela nossa soberba

daqui em diante interessa o que era
o que foi
e o que não se perde

casinos de todo o mundo
alhos e bugalhos
frente de sala
preto queimado
kafunfo

percebi

B. (a partir de agora: b.)

Fechado para balanço

Os casinos do Estoril e Póvoa do Varzim são suspeitos de branqueamento fiscal e foram ontem alvo de buscas com sede num armazém na zona de Cascais. Dotados de meios tecnológicos altamente sofisticados, e é fundamental na maior parte dos casos para o êxito das investigações.Malas que registam todos o números de telemóvel num raio de 50 a 100 metros.Criado em 2004, demora, em média, 223 dias a resolver os processos que recebe. Consideramos muito bom o tempo de resolução médio de 66 dias apesar de, e sem deixar de considerar, a maior delonga que se destinava ao mercado espanhol e ao de outros países europeus, chegou a Leixões num navio proveniente do porto argentino de Rosário que, de entre os vários contentores que transportava estava um carregado com 22 toneladas de alhos.

C.

terça-feira, 8 de julho de 2008

Aviso à população(interludio #1)

O mote deste blog era a troca salutar de ideias.


Promover a discórdia e o caos?
Transformar-me em Torre de Babel Ou de Papel?!

Qualquer semelhança com a virtualidade é puramente surreal!

Não está dentro dos meus objectivos.

Apelo à razão e sensibilidade.

pois pelos vistos:

" o povo não é sereno, e já não é só fumaça"


Interrompo a função laboral, para este interludio.

Não quero. não posso e não tenho tempo para diplomacias vãs.

Ou queremos que a montanha entre em trabalho de parto?

Noutra figura de estilo: "Entrada de leão, saída de brejeiro"?



assino

C.

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Amarras desfeitas

Atravessando um deserto de perto. Tentando temporariamente não ceder às tentações da negação nefasta. Afasto-me do Escuro.Aproximando-me da luz.Digo um sonante Não! Fecho a porta. Abro a Mão e o semblante, Levanto-me de rompante! Ilumino o Obscuro. Corro, salto, danço e pululo. Grito Contente. doí-me um dente. O corpo dormente. como um rio numa água em torrente, aparto-me, Parto a corrente. Eléctrica emoção que se sente. Deita-te. Encosta. Rebola. Dum penhasco, atiro-me e acerto com um só tiro. E dou-me. Entrego, Partilho, Livro-me de espartilhos, de condições, espaciais, temporais, a bonança. Balança, equilíbrio, um brio jovial, um fulgor banal, um frémito desigual, acelero, incendeio-me, Ardo, com um cardo e numa prosa, mais um cravo e uma rosa, a travessia feita, o arbusto apagado, e eu apegado a mim, assim, abraçado a um momento excitante! A dar alegria e muito amor. Sem dor. E tal como Fénix, estou lá no alto como o Condor!

C.

tivera mais que fazer

Justo sim mas de costas meio dobrado

grandioso personagem morre no fim

palermices comentadas sem sentido

insónia chamada à recepção

o jogo do berlinde era ao ganhas e eu não sei o que se passou, mas eu já tenho nenhum.

rato velho de esgoto, sorrateiro

Teias de aranha e outras coisas comuns

- Como é que conseguiste?
- Pensei em coisas invisíveis como o vento, a música
- ou fadas?
- as fadas não são invisíveis! Eu já vi montes delas!
- Ah sim? e onde é que as vÊs?
- Na floresta, além...queres ir até lá?

B.

sábado, 5 de julho de 2008

Simplesmente Genial

Confuso de novo. Quando foi? "Levanta-te e anda" Num ar jocoso. Entorna o vinho. Caminha pelo deserto. Que sabe? Despido. nú. desprovido. Estará perto? Queima-se no Sol, a sul? Um arbusto em chamas. Que Vê? Longe apelam à calma. Está desperto? Completo e/ou Perplexo? Sem paz de alma. Desfeito, o cérebro complexo. Informação que passa. Emoções que não chegam. A razão que parte. Reparte, suga, sorve e come com as mãos a melhor parte. Certamente. Repete, dá de novo, baralha, desmaia e tonto, confunde-se novamente...

C.

sexta-feira, 4 de julho de 2008

sub marinho

Gruda desgruda o medo
alfredo
corte no dedo
a bolha descola a escolha
segue a bolha balão
joão
cai no chão
a pinha não se parte
o pinhão
tens a vida na mão
pulha
cuidado com a faúlha que arde
cobarde e já não é tarde
nem é cedo
para o soninho menino
aquele pequenino
ferido na mão
perdido no preto
o crime que cometo

reticências

B.

Antes de ir

gastar mais, desgastar, degustar, estar, ar

sou eu?
(mete um ponto quando for eu)
se sou fica: um, dois, três vezes, vai o pote à fonte
quebra-se na frente
um batalha perdida
um guerra apaziguada, uma nova partida, uma antiga chegada

é a minha deixa?
não tenho tempo, não sou um vidro exposto atrás de uma peça
sem sentido, sentido, perdido, ido, dó

ponto?
pronto

então
só, cheio de pó, junto, unido, gasto, preterido, intemporal, tempestade num dia de sol, ré, mim, sem ti, uma lista, um rol

acaba


BC

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Nova edição

Saímos entre a noite de encontro às estrelas pelo caminho.
Bebemos para além da exaustão
nem é hoje que chego ao ninho e cansamo-nos do turbilhão
falamos com alguém sentimos os deja vu e os clichés
alteramos a sensação
dá uma dormência nos pés
vivemos a emoção gastamo-nos como se fosse a perdição
uma ansia de ir à frente estoiramos com a nação
com um impeto tremendo criamos uma canção
estoiramos o acontecimento parimos um cão estagna-se a mente
andas pelo barril a cabeça dormente mas estás baril
rebenta a bolha continuas na moda
tiras a máscara
já ninguém olha
sei que o mundo anda à volta do sol mas não faço ideia para onde vai...
conversa que não interessa a ninguém
e este atrofio também

C.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

DizerParaNãoParecerSer

Poesia de merda!
sente para dentro, ó rolo de carne
e não me metas mais nojo,
Asco fétido e imundo.

Tem juízo, filho da puta
que aqui quem te julga sou eu!
falso moralista, brochista,
mentiroso,
cabrão.

Não me enganas, engano...
nem laves as mãos
que esse cheiro não sai
entranhou-se
estranhou-se
gostou-se
Não foi?

E agora? Culpa?
Não.
Só a aceitação finalmente cínica
verdadeira
O mundo não é podre, nem tu o és.
Mas a merda fede sempre

Quem?
tu?
Não! eu...
eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eueu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eueu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu eu
eu...

b.

Naturalmente

Se eu tivesse qualquer coisa para fazer,
Arrancava a pele e as unhas,
Esfregava-me pelo chão,
Espojava-me na palha.

Se tivesse algo para contar,
furava os olhos, cortava a língua
fechava-me na cave.

Se tivesse um dia de falar,
perdia-me na multidão,
imolava-me pelo fogo,
fugia para a mata,
atirava-me ao poço.

Um dia, em silêncio, sarava as feridas e finalmente dormia.

Encontrava-me

C.

Realmente

Se eu tivesse alguma coisa para dizer
gritava-o pelas ruas
se me ouvires
e me abrires a porta
entrarei
e cearei contigo

Isto se não me engasgar, ficar sem voz e acabar por escrever tudo num blog
Sim! Amantes do Blog e bloggers:

Partí, despidos, em busca de um sinal

B.

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Palavras

Apraz-me prever os prazos assim presenteados.
Prova que a paginas tantas há plenas emoções perfeitas.
Pena é não patinar nas planícies nesta proto-plataforma pré-fabricada.

C.

Prazo Da Prosa Prazeres

Prazer de parafrasear a prosa do outro
paráfrase de mim
e em conjunto descobrir o universo
decifrar as cifras de cifra
e cutupear os cutups copiados
destornar e destronar o lugarcomum
este nosso lugar comum
tão comum
tão nosso
tão lugar
tão tão tão
que parece um badalo
(num sino do cimo duma igreja)

B.

Prosa a prazo

Atento e alerta
não acorda,
desperta
primevo. Primário.
Boçal.Básico
Basalto.
tanto
Uma paleta de amores
e num rol de rancores
Pateta.
Ânsia de Angustia
Treme
Trepa com Tremores
Ruma e segue Rumores.
Rema contra a Maré
Faz-se ao Mar
Perde o Pé
Falta-lhe o Ar e
Acha-se.
Sufoca nos Sentidos
Afoga-se nas Emoções
Uma Explosão e estilhaços,
Sem arrebatar os corações
em vários cansaços,
Desfaz o Ser e
Senta-se,
em Pedaços.

C.

domingo, 29 de junho de 2008

poema de amar

dificilmente cativado
cativo
tinha mas já não tenho cores
o artifício é banal e os enfeites de fraca qualidade
baratos e em série
mas depois brilhas o mundo e eu
eu
apaixonado pelo mundo através de uns olhos que não são os meus
olho o horizonte e vejo o teu rosto nele reflectido
feliz alma pura
selvagem
prisioneira
moribunda
frágil como tudo o que é frágil
forte como a morte
tenho-te e eu
eu
sabendo que não sou só
sou contigo naquele instante fugaz que é a minha vida toda
a minha vida toda naquele instante fugaz
fujo
encontro-te
do outro lado do mar

B.

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Apontamentos de C a B

Para lá do muro existe cor.
Não a sinto aqui.
Subindo ouve-se o mundo.
A parede é opaca e de pensamentos translucidos
a minha alma vitrea e baça
escorrego em espiral.
nada alcancei.
sem fundo.
Imundo.
Para cá do rumo não há dor.

C.

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Raia

Vi a raia no mar
olhava para mim e eu sorria
ela fugia, mergulhava
mergulhava e brincava, troçava de mim!
Entrei no azul
toquei no fundo verde
vi um ouriço,
não era cacheiro
era do mar!
Vi coisas lindas
mesmo de encantar
à saida os bichos cantavam
deitei-me na areia
fiquei a escutar
olhei o Sol
e cego fiquei, uma cegueira multicolor
uma alegria e um torpor!
dirigido por uma multidão encantada
levaram-me para lá
para onde? Não sei...
para o meio do tudo e do nada!

C.

terça-feira, 24 de junho de 2008

fronteira

Tenho medo dos outros
De mim mesmo
De desejar
De não desejar
De ficar preso
De ser livre.
Escondo-me.
Todos temos uma chave
Para nos fecharmos
Para nos abrirmos.
Tenho fome.
Parto à descoberta.
Tropeço, e caio

Na terra de ninguém


B

domingo, 22 de junho de 2008

O Imóvel

Num edifício em ruínas dormitava.Não longe dali um terreno esperava a especulação. Um Vendedor de imobiliário de profissão acumulava com empreendedor dentro dum aquário em part-time. Vendas à comissão e peixes e algas como vulgar emoção. Debaixo de água sentia-se em casa, no T4 com duplex e vista para a cidade esperava singrar. As ostras na mesa, a amante na cama. Nos escombros o sem-abrigo nem aguardava o destino. As máquinas arrasavam. Um cenário de destruição, enquanto o champagne regava a reunião. As Beatas recolhidas e refumadas do chão, do outro lado a cobiça e o dinheiro em caixa mudava de mão. A antiga urbanização em implosão. Debaixo dela as vidas em explosão. O cobertor como única salvação. O exaustor e o jacuzzi em promoção. Estilhaços que caiem sobre uma antiga vida. Pedaços de azulejo espalhados pela sala numa única peça decorativa. O solo revolvido e alisado, uma vida esquecida e ali enterrada. O condomínio crescia e prosperava. Um cadáver fedia e a nova famiia hospedada olvidava. Um aperto de mão entremeado num bafo de charuto, um negocio fechado um nó de gravata apertado. No 3º Direito uma chave nova no novo retiro, debaixo da cave: Um ultimo suspiro
C.

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Amor e Móveis

Latro atirou mais uma peça de mobília à parede cinzenta suja, marcada, velha. Cimento e tijolo esfarelado caiu para o chão de alcatifa arrancada com raiva de ódio. Gotas inchadas de suor pela cara, testa sulcada, maxilares cerrados prendiam angústias, pensamentos estáticos pintavam o ar. No momento em que levantara a cadeira de baloiço no ar por cima da cabeça para ganhar balanço, no preciso momento em que o ia atirar, nesse milésimo de segundo, o tempo parou. Deixou de existir... Não o Latro, o Latro não parou. Não deixou de existir. O tempo. O tempo é que terminou. Latro nem sequer deu conta desse facto, desse desistir do tempo. E por isso continuou, concentrado, a atirar coisas contra a parede.
Teria parado algum tempo depois, teria tido tempo para pensar, teria dado um tempo a si próprio para ganhar folgo, para parar, para desistir, para decidir. Até teria dado tempo ao tempo. Mas o tempo tinha cessado. O tempo tinha parado e Latro não. Latro continuava. Continuava, ignorante desse facto. Preso por não ter tempo, preso fora do tempo, preso pela sua existência, preso simplesmente.
Latro ter-se-ia matado, mas não tinha tempo para morrer. Nem tempo para pensar nisso. Nem tempo para odiar a situação. Nem tempo, sequer.
Mas Latro amou... porque no preciso momento em que atirava a cadeira de baloiço contra a parede, amou. Nesse milésimo de segundo antes do tempo parar, Latro amou. Ele amou e o tempo parou quase em simultâneo. Se o tempo existisse, se não tivesse parado, Latro poderia ter afirmado amor eterno, nesse preciso momento poderia ter amado eternamente, mas não pôde. Latro pôde apenas ser atirado para um buraco negro, sugado para um infinito dionisíaco de amor. Amor... e móveis contra a parede.

B

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Um circo de Sonho

Nasceu o Circo!Cortou o cordão umbilical caiu na rede e elevou-se na corda bamba enquanto a banda tocava o Bombo. Rufava e roçava as gentes que riam, os palhaços entrecortados, as bailarinas armazenadas. Os leões em fato de gala, as focas a brindarem às novas audiências e ao mágico que desapareceu. A Tenda vibrava de vida, a plateia aplaudia em êxtase, a Tv findava a emissão, todos incendiavam-se de riso, os bombeiros chamados perdem o juízo. Rompem pelo palco em cambalhotas e piruetas. O espectáculo termina, o pano desce, o chão varrido, o cão deita-se, as lojas cerram, as grades encerram, e mais uma volta e outra viagem!

C.

Se Crusoe Soubesse

Acordou na ilha, naufragado, como manda o costume. Encontrou um pequeno carreiro, um caminho. Seguiu. Ao andar, recordou a sua infância nas palavras bíblicas "Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida...". Sorriu. Kafka dizia que "existe um objectivo, mas não um caminho; aquilo a que chamamos caminho é hesitação". Hesitou. Hesitado, sentou-se. Sentado, revoltou-se. Lembrou-se do Juiz Cavalheiro, Hakim Bey: "Não há devir, não há revolução, não há luta, não há caminho; já és o monarca da tua própria pele - a tua liberdade inviolável espera apenas ser completada pelo amor de outros monarcas: uma política de sonho, tão urgente quanto o azul do céu." Olhou em volta. Tinha-se sozinhado. Voltou pelo carreiro, cumprimentou as algas e desceu, hipnotizado pelo fundo do mar. Teria gritado Mãe!
se soubesse o seu nome.

B

Cliché

Ansiosos pelo dia em não serão dois, mas mais duma só vez. Parasitas da alta sociedade esgravatando, conduta moral e ética retirada dos manuais de sangue azul. Antigos como a Terra, usados como o chão que pisam.Vivem em busca do rebuscado Dejá vu. Todas as memórias conjuntas são fruto de ideias retiradas de outrém. Conjuntos de informação resgatados às mentes que passam. Vazias que ficam, divagando no mundo de acordo o tom que a moda dá, e o ritmo que o social impõe. Gestos estudados, dialogos sincopados, encontros arranjados e momentos intimos encomendados. Arrastam pelo mundo a máscara que é a propria face, que o espelho ja não vê e a alma já não sente...

C.

terça-feira, 17 de junho de 2008

Ermo Partilhado

Do subúrbio cliché para a cidade cliché e de volta ao subúrbio e de volta para a cidade, pela rua estreita acima(escura, suja, mal frequentada, cliché) em busca do complemento à sua solidão cliché. Segue, de volta, sobe de novo a árvore de onde vê as fronteiras do reino e sorri. Porque não está só. Porque pode. Juntos, tomaram apontamentes (clichés?) sobre o que viram. Sobre os que virão. Os ramos clichés envolvem e sufocam. está na hora de partir (um ramo) e macaquear para os meninos se rirem. Agradecido a quem de direito, chama o outro que, longe, acena como quem diz "esperem que estou a chegar!" Aguardamo-lo ansiosos pelo dia em que já não dois, mas três.

B

Fuga

Saiu de casa apressado. Olhou o mapa no metro, acertou o relógio. Entrando na avenida perdeu o tino. Ruas rectilineas à sua frente, a planta ortogonal como envolvente, na cidade circular o transito a sufocar. Uma tontura. Seguiu em direcção aos arredores. Horizonte mais largo. Um torpor. Afastou-se de mente aberta, e a passos largos dirigiu-se para o mato. Embrenhou-se, desembaraçando-se da veia cosmopolita, adormeceu. Tornou-se ermita.

C.

Debutando

entramos assim. Saudações...