terça-feira, 12 de agosto de 2008

O desafio - parte z

Ana levantou-se com uma estranha impressão na perna. Coxeava e tinha um leveardor. Não se lembrava da noite anterior nem de parte do seu passado. Comode costume foi para colégio. As freiras fizeram um comentário sobre a suapostura na aula: Longinqua, alienada, de mente afastada, quase de corpoausente. Mais um dia terminou e voltou a casa, jantou no orfanato, e à noitesaiu para o clube. As noites negras e que tanto adorava eram a sua únicarazão de existência, tudo o resto eram apêndices. Os encontros com Jaime,seu amante e mentor, foi o quem a integrou na seita. Os rituaisfascinavam-na e cada vez mais dependia deles para entrar em transe e escaparpor momentos da sua vida modesta e mesquinha. Chegou a casa às tantas,continuava a coxear, deitou-se com Jaime e adormeceu esgotada mas deleitada.Quando acorda tem uma espécie de gelatina sobre a boca e os olhos, quase não os consegue abrir. No banho tenta retirar o visco que a cobre. No joelho uma força estranha, uma dormência, uma energia bizarra a cobre, um caldo antigo e primordial sobre a rótula. No médico: "um caso raro"; "é pra ser fotografada"; "não vamos lancetar a coisa"; "Esperemos a evolução!". É medicada com drogas especialmente para doentes crónicos e casos de maleitas hiperactivas. Volta para casa a flutuar. No dia seguinte estava imóvel e vegetal sobre a cama. Um sorriso nos lábios disformes que se decompunham, os olhos gelatinosos desfaziam-se, por cima dum joelho um girino desenvolvia-se sob a epiderme. Por dentro do corpo a espinal medula ligava-se à perna esquerda, a respiração não era feita pela traqueia, mas sim por orificios junto à coxa. os lábios colam-se a face implode aos poucos, o cérebro deixa de funcionar. O girino desenvolve-se agarrado ao corpo. Utiliza-o para se deslocar. Numa ultima tentativa os médicos acham o fenómeno bizarro masesperam mais desenvolvimentos, e através de cirurgia plásticareconstituiem-lhe a cara. Apesar disso os electro-encefalogramas acusam morte cerebral, as ligações sinápticas cortadas, a ligação motora interrompida. Quem controla o corpo como uma marioneta é Jack, O Sapo. Éassim que se chama, e chegou para ocupar o seu lugar na carteira de Ana.Torna-se o melhor aluno, já ninguém estranha o sapo no corpo, apenas sentem que Jack se devia livrar daquela carcaça. Mas Jack sente-se bem, acaba o colégio com excelentes notas e forma-se em direito. Jaime mantém uma relação com Jack, assumem-na perante todos e abrem um escritório de Actividades Jurídicas no centro da cidade. São felizes finalmente.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

"Um Grave caso de queimadura psiquica"

Corre pelo corredor. Desce pelo corrimão. Encosta-se. abre a sala e uma porta. Ao fundo uma cadeira. Uma luz nas ventas. espancado. Esventrado. Levanta-se. Ri-se e troça de todos. Olham-no com espanto. Faz de morto e balança no ar. esconde-se no tecto. entra para o sotão. cheio de macaquinhos. Dá milho aos pombos. Envelhece na relva daquele jardim. aquele ali. Atrofia. Geme. Morre lentamente e desligam a máquina. Afinal já não está dorido. Aliás, está mole. Moído! Como o café torrado. Come e bebe. Farto! Fecha-se em copas. bebe amis uns copos. Enterra-se e permanece ali.
"Que Palhaçada!" - diz para si.
Engasga-se com uma Gargalhada. E de contente doi-lhe também um dente. De chavão em chavão saltita alegremente.



z. ( à espera de b)

domingo, 10 de agosto de 2008

Pardal

adormeci com o nascer do dia, abri a janela e as portas da percepção. Entrou um pardal, avisou-me que havia mais. Muito mais a juntar ao que eu sabia. acordei.

z

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

desisto

Já senti, já provei, já degustei, já iludi, já matei, já sei, já agora, já vesti, já mascarei, já tirei, já mostrei, já enganei, já li, já vi, já fui.
z

terça-feira, 5 de agosto de 2008

a falta de coerência das escrituras infra devem-se ao facto de "b" estar sem acesso à rede, logo "z" trabalha sem ela, e na corda bimba.

1 2 3 bang macaqinho du xinés

z

Outra versão


a maddie foi vitima de abdução.

doutro mundo,
imundo, interno.
Eterno.

infernal, profundo sem perdão
e no fundo não?

dissecada
esquartejada até mais não

porém sempre acarinhada

e apreciada com um bom vinho

e uma cesta de pão.



o farejo do cão deu em morte.

já o pai e a mãe

cansados dormiram a sesta

em huelva

um fartote mais um ursinho de peluche

e uma singela fiesta
a juntar a uma vigilia
no vaticano
com Bento e um outro bacano

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

zzz

As vezes via-me a mim mesmo noutro sitio. Um dia fui medir a tensão. Comprei um gelado depois.Pensei sobre isso e sob aquilo. Nada concluí. levantei-me e segui em frente!
O sol baralha-me a cabeça.

z( sustenido)

domingo, 3 de agosto de 2008

Bata branca, bola preta

"tem que se fazer qualquer coisa então" e desceu do consultório sem dar a face. Não perdendo a razão, pediu outra opinião e mais um pastel de nata. Nem ganhava ao jogo. Não reinava em lado algum, mas era dono do seu nariz. Achava tudo isto estranho, olhou para trás e viu-se. No espelho e deste lado uma imagem inversa, uma contradição e mais uma travessa. Não era a fome que o movia, nem a sede de mais e mais amor, era somente o acaso e aquela rabiscada receita dum Doutor.

z( conectando)

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Do mar resta o mar

Em vias de ir
foram andando
voltaram de vez em quando

um com cabelo
outro não careca
pararam para pensar uma beca:

- algo é sempre uma criação
uma destruição
uma transformação.

- Não! - respondeu - "nada se cria
nada se perde
tudo se transforma"
nada se tudo
nada-se tudo
tudo se nada
nada se não
nada senão...

nada!

(não como o gustavo que respirou debaixo de água
esse não morreu do mar
mas da mágoa)

os outros fugiram
com a pálida tez
de quem lá volta de quando em vez

b. (ligado)

de z pra b

vide paradoxo.
deveras ortodoxo


hora 13.26 31/07
espaço outro

z. em zig

informação ao utente

este blog encontra-se sobre o efeito de um paradoxo espacio-temporal.
Ao desligar o seu pc verificar se ainda se encontram no mesmo sitio e volte a sincronizar o seu relógio.

ps

o comentário posterior é anterior.
o passado é presente
este estado é ausente
não estou, estive
nem sou, ja fui
parti em breve
cheguei a ir
brevemente
entretanto
e por enquanto nada digo
comento
posteriormente

remar

remar remar forçando a corrente
parafraseando toda a gente!
que é amanhã dia 1 de agosto
e tudo em mim é um fogo posto!

z.( de zénite pra nádir e vice-versa)

quarta-feira, 30 de julho de 2008

PARA TI

12 caes correm na praça, os ratos roem-nos os tornozelos
o cheiro anda a reboque, a caravana atrasa-se.
detem os morcegos no elevador
contam as perolas
dao-se os porcos
guincham as arvores
e fogem em bandos!

z. (ainda em zen)

terça-feira, 29 de julho de 2008

Há brechas no cais( sonhos duma noite que verão)

Na brecha vivia o mexilhão. As ondas batiam, batiam, batiam!
" bum bam badalão!" - faziam
Onde?
Junto ao rio, na foz, ao pé do cais, à beira mar - diziam
Vazam o chão. Esvaziavam a concha. Enchiam o céu. Despejavam depois.
Desejavam toucinho. Gordo ou light? Indiferente, sem acuçar misturava coisas doces. Nata, leite, condensado, precipitado, fugia o mexilhão. Quase evaporado. Destilava, transpirava e acordava. Não era sequer um mexilhão, nem um cão, ou um balão. Mas voava, voava. Saltava e rodava. Sorria e acordava. Era um reflexo, que numa casa de pasto batia, nos olhos da cozinheira incidia, que cegava, de alegria, ensurdecia de paixão, entrava em melancolia.
"sai mais meia dose e uma cesta de pão!" - gritavam

de z. (em zen)

segunda-feira, 28 de julho de 2008

A(l)berto para contra

Fisgado veio
solto este pequeno gafanhoto
sa ltit a n do por entre as fendas das pedras da calçada de de um país distante diferente

chegando hoje
partindo amanhã
como um anti-herói de um qualquer filme de série z

sem ofensa a z como quem diz b
coincidências tendem a colidir
por vezes até mesmo frontalmente...


...(eu tendo a ter cabelo por exemplo)



e vós? tendes? tendeis?

meras coincidências porém destino porém purista porém impuro porém porem puré
não obrigado


b.(fresco)

sábado, 26 de julho de 2008

sexta-feira, 18 de julho de 2008

olá?


Esta FOTO TAMBÉM É INEXPLICÁVEL!

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Desencontro


Vim procurar-te. nada encontrei.

O sol queimou-me, e eu?
Oh! eu esperei esperei.

Bebi, até transpirei.

Encostei-me adormeci.

Vieste! nem acordei....
Partiste! Não é que não cheguei?!


z. Fase -2

b.xioma

SOU ÁGUA
ÉS SAL



...mar

b. (em modo de sapo piqueno)