terça-feira, 30 de setembro de 2008

Direito, de resposta, uma reposta e riposto de a b.

Caro b.
Eventualmente fizeste algo mais. E se o método, a ciência ou o engenho não me falha fizeste até demais. Não que esperasse daqui uma emoção nefasta da tua pessoa e não desconsiderando a acção, antes exacerbo a ideia, e causando sensação na tua própria reacção. Há sempre alegria em ver as frases desse teu novo ser, ver as novas fases neste dia, e há esperança em ter uma nova estrela que dança, em alcançar o céu neste texto, em rever ideias neste contexto. Posso afirmar que me revi espelhado nesta tua sombra, e conseguiste lançar longe este feitiço que me consome e rasga o peito e me tira da penumbra.

Obrigado

z. ao rubro!

Rá! para z. (e a quem de direito claro! aberto...)

Podia ter feito muita coisa, principalmente podia ter feito coisas que decidi não fazer por razões que a mim me dizem respeito.Como inverter. Inverter seria fazer essas coisas que tenho decidido não fazer por razões que só a mim dizem respeito, coisas como inverter, ou começar na cave, ou renascer, viver e morrer de novo para satis
fazer algum sentido de inversão necessária ao outro alter-ego que existe e que que faz coisas que só a ele dizem respeito por razões que só ele sabe e que podia não fazer mas que decidiu fazer ou não fazer por razões que só a ele dizem respeito.

ou seja

a desconstrução é feita lentamente e sem necessidade da acção exterior a não ser que se queira intervir e então, que seja de forma criativa, poética e não frontal ou simplista.

um grande beijo na grande testa de b. a z.

b.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

O outro lado do festim

Uma luz brilhante invadiu os céus e tudo ficou em silêncio, sentiu a luminosidade branca invadir-lhe as pálpebras, apesar dos olhos bem fechados, queimava a pele até à carne.

Bombas de fragmentação, estalar e cair. Desfalecer. Que sorte, estava vivo...

A guerra ia longa.

No campo jaziam soldados, o chão de balas, esburacado. Bombas estilhaçavam como que a dizer que ainda ali estava. Tapou os ouvidos e seguiu o caminho do projéctil que subia, vibrava de vida, de morte...e viu avançar um onda de destruição na sua direcção. Foi empurrado para trás ficando colado. Depois veio um calor infernal que lhe arderam os cabelos queimando a terra petrificada e a floresta e a paisagem...

o único ser de pé na trincheira.

o Soldado, o General morto.

Vivalma.

Barulhos preenchiam o seu espaço, pedindo a rendição.

Alucinava. Não sabia. Cadáver recente...carne nos corpos. cabeça de fora e poeira. comeu desalmadamente. Acabou por adormecer estendido. a cabeça não sabia quanto tempo tinha dormido. levantou-se, disparou á fechadura e arrombou-a em seguida. Havia um carro, havia um portão

Tudo isto merecia um festim!


b.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Festim




Uma luz brilhante invadiu os céus, por momentos tudo ficou em silêncio, sentiu a luminosidade branca invadir-lhe as pálpebras, e quase cega-lo apesar dos olhos bem fechados, os tímpanos contraiam-se, e só ouvia um silvo, de repente abriu os olhos e viu avançar um onda de destruição na sua direcção, foi empurrado para trás ficando colado ao metal do carro de guerra, nem um segundo depois veio um calor infernal que lhe arderam os cabelos e pelos e queimando-lhe a pele até à carne, fazendo-a estalar e cair. Desfaleceu. Que sorte, estava vivo! E a guerra ia longa! No campo de batalha jaziam esqueletos já mumificados , o chão crivado de balas, e esburacado pelas bombas de fragmentação que estilhaçavam a paisagem circundante, as árvores mortas eram o único ser de pé, a cor predominante era o cinzento no chão e o amarelo duma névoa de gases químicos e atmosfera estéril no céu.


Na trincheira o Soldado tinha perdido os seus companheiros, o General morto há dois dias que cheirava a carne em decomposição era carvão, pelo binóculo observava no horizonte o inimigo. Vivalma. Barulhos de explosões preenchiam o seu espaço, olhava em volta e nada. sons de vozes mecânicas voavam por cima, pedindo a rendição e capitulação. Alucinava. Agachado dentro do seu tanque camuflado e meio enterrado, disparava um último morteiro sem apontar, como que a dizer que ainda ali estava. Tapou os ouvidos e seguiu o caminho do projéctil que se despenhava sobre a trincheira adversária. Não sabia o resultado de tal acção. O rádio avariado, transmitia interferências, o radar partido nada indicava. Não iria abandonar o seu posto, teria de procurar munições, avançou uma trincheira e procurou no meio dos escombros algum cadáver recente para se alimentar e munições para carregar a sua M4-mk. Não havia carne nos corpos e tudo estava incinerado e calcinado. Achou um par de granadas e um cantil. Era o seu dia de sorte naquela trincheira.Tirou a cabeça de fora e a poeira começava a assentar. seguiu em frente, caminhou quilómetros, alcançou uma floresta, composta apenas por troncos quebrados e negros sem uma única folha ou ramo. Subia por uma colina, que antigamente vibrava de vida, com o chilrear dos pássaros e os barulhos de raposas e lebres que passavam entre a vegetação, agora a terra estava petrificada e a floresta tinha desaparecido, sabia que dou outro lado, no vale havia uma vila, chegou ao cume e viu uma massa de cimento e cinza, as casas sumiram-se o alcatrão das ruas misturava-se com o metal retorcido dos carros e de esqueletos a eles grudados. Procurava um sinal de vida naquela paisagem horizontal negra, perdia-se, não distinguia as ruas das construções, tudo era uma amalgama de escombros cravados no chão e arrastados pela terra. Encontrou por acaso um abrigo, entrou e viu pela primeira vez cores. Uma escada de mármore, um corrimão de metal levavam-no a uma cave, descobriu uma adega, uma mesa comprida no centro, com dois banco um de cada lado com o mesmo comprimento da mesa. As paredes com fileiras e fileiras de garrafas armazenadas e na parede do fundo, presos com pregos presuntos e chouriços formavam um fumeiro. Sacou dum presunto, e de duas garrafas. sentou-se na mesa e comeu desalmadamente. Quase que rebentava de tão cheio, esboçou um sorriso por encontrar algo familiar, o que antes seria um lar. Acabou por adormecer estendido com os braços e a cabeça sobre a mesa. Não sabe quanto tempo tinha dormido. levantou-se pegando numa garrafa, por detrás dos enchidos uma pequena porta, estava fechada à chave. Disparou á fechadura e arrombou-a em seguida, lá dentro uma sala de garagem. Havia um carro antigo, várias ferramentas, pneus por todo o lado, e sentia cheiro a óleo, havia um portão que a muito custo abriu para fora, encontrava-se no meio da vila outra vez. caminhava sem destino, olhava à volta e observava a morte em todas as direcções, deitou a arma fora, o uniforme e as botas. Entrou novamente, fechou a porta, e sentou-se novamente. Pôs a mesa, dispôs os enchidos por categorias e garrafas de diferentes anos e qualidade à sua frente. Deu graças e começou a cear. Era o talvez o último homem, venceu a batalha portanto, estava em casa, reconstruiria um lar e a vila! Auto-intitulou-se de presidente da câmara e deu vivas! Tudo isto merecia um festim!










de z. do blogo para b. desconstruir... Ao bom estilo de K.S.


R.S.V.P.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Cenas dos próximos capítulos

Acendem-se as luzes da ribalta, sobe o pano sem nódoa, a pancada de moliére no batimento do coração, e a vida ritmada na banda sonora duma canção. A fita surreal numa revelação irreal.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Sobre a Ilha

A ilha sou eu
A ilha podes ser tu
Na ilha vivemos para nós e por nós.
Na ilha somos como um átomo em agregação uma particula, uma molecula. Em evolução.
Aumenta, desenvolve-se e reproduz-se.
Na ilha dá-se a selecção natural, a bactéria do nosso ser transmuta-se num mais complexo.
Transforma-se num novo ente e em eterna mutação.
A ilha torna-se no Eu. Comum, Uno e indivisivel.
Reage com o ambiente em redor, emociona-se e sente.
Na ilha somos sozinhos, espelhando as nossas mágoas na largura e imensidão do nosso horizonte tridimensional.
Na ilha as cores são nossas, dela.
Os sentimentos só meus, da ilha.
As texturas como amarguras partilhadas com o céu e espalhadas na areia.
Os relevos como saudades recordadas e dissipadas com o despertar do sol, evaporadas com a neblina matinal.
As brisas, alegrias espalhadas pelos ventos do oceano que circulam, e transportam para longe como sementes e pólens pela atmosfera.
Abraço tudo. Abarco tudo. Sou e estou.
A ilha é e está.
A essência floresce na terra fértil e virgem, e cresce como erva, espalhando-se e ocupando todos os canteiros selvagens, os espaços vazios, as brechas das rochas, os baixios, os leitos secos e avança pelo mar.
A ilha viaja com a maré, flutua na esfera, voa na estratosfera, migra pelo globo.
Ultrapassa o horizonte. Expande-se para o todo.
A ilha está só com tudo. A ilha somos nós.
Tudo abrange.
Tudo é, tudo sente e tudo vê.
A ilha é universal.
Ultrapassa-nos.
A ilha não passa da solidão do cosmos.
O cosmos é um grão de areia na ilha.
Enquanto nós, deitados na praia, olhamos o horizonte.
Imaginando o que há para além dele.

z(eus)

domingo, 14 de setembro de 2008

Arraiolos

Ontem, um senhor em Arraiolos, dono de uma loja de tapetes (naturalmente), explicava-me porque é que Arraiolos é o concelho mais importante de Portugal. Disse-me que era o único sítio em portugal, e talvez no mundo que tinha:

1. Ilhas sem mar
2. Ponte sem rio
3. castelo sem rei

Depois explicou-me que de facto há uma terra ao lado de arraiolos que se chama Ilhas (mas não há mar); existe uma ponte quando se chega a Arraiolos, mas não há nenhum rio por baixo da ponte; e finalmente, o castelo (que por sinal tem uma vista linda e muralhas redondas) não tem nenhuma estátua de rei nem nehum rei.

b.

De Vagar

disse-me que não tinha vagar...
lembro-me que disse que não tinha vagar. eu tinha pedido qualquer coisa. não me lembro o quê. só me lembro que me disse que não tinha vagar.

vagar...

vagar é uma palavra dura, mas não demasiado. vagar pode ser ofensivo. mas apenas ligeiramente. vagar não vem no wikipédia. aliás vem. no wikicionário. mas acho que não encaixa.... vejamos. pedi-lhe algo e disse-me:
não tenho
a. falta de pressa
b. descanso
c. lentidão

agora reflito. não me lembro. não me lembro mesmo o que tinha pedido. se calhar não era importante. não vou perder muito tempo com isso. eu não tenho falta de pressa. mas também não tenho pressa a mais. tenho mais que fazer. mas tembém tenho de descansar. podia ir a correr perguntar, ou pegar no telefone e ligar. porque sou rápido. não tenho lentidão. mas não vou.
se calhar....

se calhar não tenho vagar

bê(hêhê)

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Ilhas

Clicar para ver melhor

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

na tua ilha( numa parte de z.)

deslocado na tua ilha,
sentia e via tudo e todos,
cobertos de tudo desnudados,
limpos e cristalinos,
na praia toda a gente ria,
não sabia nem podia,
nem sequer os via,
tentei aproximar-me,
perdia o sinal,
a ligação.
afinal havia um canal, estava do outro lado
via a tua ilha, porém deslocado.

z.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

A nossa ilha (parte A de b.)

A nossa ilha tem arcas frigoríficas cheias de gente.
A nossa ilha tem côcos e andamos todos a tentar partí-los e recolá-los ao acaso, como um brinquedo velho com que brincava e que hoje tenho pena de não ter guardado. A nossa ilha não tem sítios onde guardar coisas velhas.
A nossa ilha é achatada, é um território onde por vezes preferia que houvessem areias movediças. Mas não há. O que há são elementos estranhos, corpos estranhos, pessoas, animais.
Na nossa ilha tentamos sobreviver ao excesso de sono que nos impede de existir mesmo a dormir pois o que acontece é o de sempre.
A nossa ilha é feita de retalhos como os côcos.
Na nossa ilha há pequenos anões que satisfazem os nossos desejos.
A nossa ilha não tinha originalmente habitantes e nenhum dos mapas acertou à risca naquilo que todos procuravam e ansiavam descobrir. A nossa ilha não estava localizada, não era conhecida, talvez nem existisse.
A nossa ilha é na verdade, tudo o que se queira, apesar de podermos sempre mudar de ilha...

b. (de TdV cutup)

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Sobre os automatismos na laboração do sector terciário

"(...) A ignorância e/ou displicência na realidade binária é a causa maior da solitude do ser quando univoco e da sectarização, no mundo pós-industrial. E a assimbiose ou não ingerência na bolha morfosapiente, factor de instabilidade nas sinapses e desmembramento do sinal do sistema nervoso central sintético, condição sine qua non para o caos na evolução proto-nanotecnológica"

in Kayam Sonedra, Cadernos da essência tripolar e suas consequências, Vol.III. tradução de Sanches Prieto, Edições Cometa, 1981

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Introdução à nova colaboração

Boas tardes,

Os zeros vão crescer. O apontamentes vai funcionar, como sempre funcionou, à desgarrada, mas desta feita e a partir de hoje com 2 novos colaboradores. E é com muita satisfação e um imenso carinho que os apresentamos.

O 1º é uma colaboradora, que como é óbvio e é apanágio do nosso formato, oculta a sua verdadeira identidade e desponta para as apontamentes com um alter-ego. Nascida, em anos conturbados e prolificos em desconstrução artística, desde cedo demonstrou propensão para as artes. A escrita sempre foi uma paixão e uma profissão inata. Das suas primeiras obras de criança constam uma prensa baseada no modelo de Guttemberg em Lego, tendo imprimido o seu primeiro livro infantil aos 6 anos, de seu nome " A pequena ostra na praia encantada", conta a estorinha deste molusco e gastrópode, que vagueia e divaga numa praia surreal e onde se debate com vários momentos existencialistas num monólogo entusiasmante e introspectivo, focando o lado sombrio e cínico da criança moderna. Por muitos considerado como uma fiel seguidora de Dostoievsi, e aclamada na 3ªmostra de livros infantis de Coimbra, onde ganhou o primeiro prémio para o melhor conto infantil no Portugal dos Pequenitos. Destacam-se também nas colagens em papel, na fotografia estroboscópica e em artes diversas, sendo sempre a primeira da turma e quiçá do País nas disciplinas de artes manuais e arte sacra para principiantes na Escola Primária Bartolomeu de Gusmão. Na idade adulta, o seu portentoso poder criativo abre-lhe portas para o sub-mundo dos intelectuais obscurantistas, sem nunca descurar o seu lado iluminista e também humanista, caracterizado por antagonismos e o seu modo evasivo, no que concerne às sua posições ideológicas sem nunca se colar a um movimento, o que combina de facto com a sua personalidade, se por um lado aberta para o mundo, por outro ostraciza-se do mesmo, muito embora nunca se sectarizar, fazendo dela um ente fulcral e indispensável na Aldeia Global. Escritora polémica por chegar a fazer os críticos questionar-se sobre a sua própria existência.

O nosso 2º colaborador, amigo e camarada de palestras, conhecedor a fundo da obra de Kayam Sonedra, e uma apaixonado do movimento Antagónico-naturalista, é sem dúvida alguma, o maior e melhor divulgador das obras deste mesmo movimento, e um estudioso da sua história. Destacou-se na década de 80 pela Poesia e Romances de cariz neo-realista. Entre as suas obras, há a frisar " Pano para mangas", um retrato social contemporâneo, narrativa plena de imaginação e bom humor. Demonstra um capacidade excepcional de conjugar a fantasia com a realidade. Se o tivessemos de comparar com um autor contemporâneo sem dúvida seria um Joseph Conrad, um Gorki, ou mesmo um Nicolai Gogol do Séc. XXI, salvaguardando, claro está, a estética sócio-politica que nos separa desses tempos.


Em suma, espera-se que colaboração deste estimado e acarinhado casal, venha enriquecer exponencialmente este espaço, e sirva para aumentar o seu teor narrativo e acima de tudo polvilhar de criatividade e imaginação o mundo virtual. É com grande expectativa e alegria que abraçamos estes autores-criadores no nosso blog. Desde já a nossa gratidão por acederem ao convite e um grande bem-haja.

Apontamentes, Oito de Setembro de Dois Mil e Oito

Na foto, personagens ficticias. Sines, 2008( por z. )

O Início sem um fim

Apanhamos a luz e seguímo-la O tempo estava infinito embora não fosse pouco saímos à pressa e depressa sem patins em linha e pela linha fora Com asas criadas e apetrechos inventados saimos da troposfera ultrapassamos a Ionosfera Seguimos para a Cromosfera Acompanhamos as ondas tanto as Alfa até as Gama e ignorando as Omega Viajávamos nas entrelinhas dos raios paralelos vindos do Astro-Rei Iamos à bolina mosquitos imaginados na viseira borboletas à nossa beira e algumas ao pé de nós e dentro do estômago. Corriamos tanto e era tanta a vontade, que subimos para as estrelas Marte e phobos orbitando-nos Deimos esquecido A Cintura larga e pujante evitamos Jupiter e Saturno nas calmas Io Europa Titã S15 e 16 Tanta a variedade da cor e diversidade criadora neste espectáculo que batiámos palmas de emoção A Aceleração que sufoco Neptuno e plutão para trás já longe.O passado misturado com o presente, o futuro ora aqui ora ausente. OsolpequenosumpontoluminosoaterraumaluzazulperdidaAnuvemdeOortosconfinseíamosaoacasoeàsorteChegámosaSiriusbrilhanteeofuscanteTremenda força de impulsão a massa aumentava assim como a beleza e sensaçãoOcaminhosemcimanem baixosemesquerdanemdireitasemcertezaumpulsargiravacomoumestrobocegavaUmaSupernova partedocéuabarcavaopoderdacriaçãoànossafrenteaGaláxianoseuesplendorpontosquecomotraços rasgavamoespaçoocéuequetorporAsforçasqueestavamossujeitosquasequenosstilhaçávamsaímos davialácteaacaminhodeMagalhães. Parámos. sem aceleração. Perdemo-nos superamo-nos imaginámos a escuridão e todas as estrelas brilhavam num turbilhãoosquasaresalcançávamosa luzultrapassámosànossafrenteeatrásnadaO próprioUniversoficounumúnicopontonãohaviaespaço nem temponemmatérianemvácuoatingimosoinatingívelchegámosaofimeprincipiodetudoTodasas questõesrespondidastodasasdúvidasesclarecidasnadaexistiaapenasnóseumpequenoberlindena mãoUMsilêncioOtudoeonadaeaplenaetotalsolidão

z.(=mc2)

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Plantaro


Plantaro (aŭ flaŭro) estas la tuto de plantoj en certa regionoepoko respektive la sistema priskribo de ĝia tuto. Ĝi estas listigita en listoj, kiujn oni ankaŭ nomas flaŭro aŭ plantaro kiel katalogo ofte kun kun rekonŝlosilo. La vorto flaŭro estas dedukita de la latina nomo flora de la romia diino de floroj kaj juneco. Komplemento de la flaŭro estas la faŭno, la bestaro, nomita laŭ la romia diino Fauna.

zïe

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Entrevista a Kayam Sonedra

Fãs de Kayam Sonedra:
Encontrei, num pequeno alfarrabista da capital (não digo qual, espero que compreendam), um livro que é uma colecção de entrevistas feitas a artistas pouco conhecidos. Curiosamente, encontrei uma entrevista feita a Sonedra, da qual tirei um pequeno excerto para o deleite dos amantes da sua escrita e arte em geral!

"(...)P - Começou pela escrita. Pode falar-nos disso?
KS - Sim... A primeira vez que descobri a necessidade completamente incontornável de criar algo a partir das formas que surgiam na minha mente, foi tão forte a sensação que quase desmaiei. Quando recuperei a consciência tinha o meu primeiro texto (monte plúbio) fotografado na minha mente. Uma barragem tinha-se aberto e as palavras fluíam. Não, não era bem como uma barragem... Era mais como uma metrelhadora de fotografias a textos, um strob inacabável de imagens. Foi também a partir dessa imagem/momento que mais tarde me interessei pela fotografia.

P - Já vamos à fotografia. Primeiro, o que é que torna a sua escrita tão particular?
KS - Primeiro, a ilusão triste de uma época sombria do pós guerra. Claro que muita gente é influênciado por isso, mas o que difere, penso eu, é a ligação disso com as minhas outras influências.

P - Tais como?
KS - Houve uma época que frequentava o "doce cálice", bar de artistas, intelectuais e revolucionários, destruído num atentado de extrema direita. Lá conheci figuras como Karol Metinski, pintor surrealista de traços minimalistas a carvão, que me fez ver a beleza de um traço e que tentei reproduzir com a minha escrita e mais tarde também com a fotografia; havia outro senhor obscuro que nunca disse o seu nome a ninguém, nunca permitia que lhe desse alcunhas ou designações de qualquer espécie, porque estava a trabalhas sobre a ausência do indivíduo em pessoas concretas. Transmitia as suas ideias pela pintura, onde utilizava vários pontos de fuga, e a noção tridimensional como forma de nos fazer entrar na obra, jogando depois com as diferentes dimensões, tanto na clarificação do contexto como na evidênciação dos conflitos inerentes à despersonalização do indivíduo num paradigma real de guerra, morte e ressureição alegórica. Isto influênciou a minha utilização de "nonsense" e da representação axiomática daquilo que as pessoas chamam "dom" e que eu denomino apenas por "pedantismo" na escrita, fotografia e pintura.

P - Estou a ver que não consegue separar as diferentes artes que pratica. Todas elas refletem as mesmas ideias?
KS - É impossível separar as coisas dessa forma. Tudo flui do mesmo ser e sou influênciado inconsciêntemente pelo mundo à minha volta... posso talvez dizer que não intereesa o que fazemos mas como o fazemos. Não intereesa se estamos a escrever, a fotografar, pintar, esculpir, etc.. Isso são apenas estados de espírito. Por exemplo, escrevi o texto "Ovo em Decomposição", mas poderia ter pintado um quadro. O importante foi a utilização da técnica destrutiva. Ou na minha pintura com colagens "Queda de Homem do Telhado e Quebra de Membros Inferiores com Fractura Exposta" onde o importante não foi a técnica mas a ideia da fragilidade do cosmos no caos, como escrevi no meu primeiro livro. (...)"

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Kayam Sonedra - Registos bibliográficos

Extracto de memórias em devaneio. Periodo obscuro. Editora Guttemberg, Tradução de Kaniz Lopuz abril de 58.

http://crostaceo.blogspot.com/2008/09/havia-um-homem-aqui.html

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Kayam Sonedra - A biografia, a história e um contexto psicológico


Caros Leitores,

Tem causado muito celeuma, a descrição do nosso caríssimo mentor. Muito tem sido dito e descrito sem qualquer pudor ou fundamento e muita blasfémia acerca de K. Sonedra. Este que foi um pai, poeta, escritor, arquitecto e acima de tudo grande homem e que será sempre uma referência para nós, debutantes neste mundo que é a virtualidade, e imberbes no modus vivendi antagónico-naturalista. O nosso crescimento dependeu muito deste Grande Mestre que nos transformou de simples aprendizes inseguros em jovens de cabeça erguida indicando-nos um caminho, um rumo, uma nova existência e uma nova visão metafísica da Arte.
AS palavras que se seguem são de uma biografia não autorizada por Kaniz Lopuz, amigo intímo, conterrâneo e seu opositor ideológico e não reflectem a posição dos criadores deste blog.

Nascido e Criado em Nobinsli na antiga Brunesia. Cedo começou o interesse pelas artes plásticas e concepções de paisagens mentais. Nos anos 60 enveredou pela sua carreira quando se apercebeu das alterações sociológicas e ideológicas do mundo moderno e da destruição dos ecossistemas nasceu a necessidade de adaptar os materiais sintéticos da lixeira local em artigos de luxo por métodos ainda hoje desconhecidos e mantidos secretos. Na década de 70 e depois da desactivação da central nuclear de korda, diversificou o uso dos materiais. Tendo como destaque a estátua de D. Eriksulis II, coberta com particulas de urânio enriquecido e banhada por pequenas quantidades de isótopos de plutónio. Obra polémica que contribuiu para que a cidade constasse dos guias internacionais e culturais, tendo ganho o átomo de platina no certame de Vladits.
Após a queda do muro caiu na obscuridade. Apesar disso foi uma época rica. Destacam-se na década de 90 o busto de Nablinka exposto no museu de trabety, a ninfa de Ganiz obra desaparecida, em 2001 e das mais aclamadas do século, alguns estudiosos referiram mais tarde que foi comprada por um barão da droga do cartel de Quetzacoalt e mais tarde destruida num bombardeamento ligado à luta anti-comunista patrocinada pelos Estado Unidos da América a um covil do Sendero Luminoso. E por fim o estádio olímpico de Naguna, todo construído em papel compósito reciclado destruído no grande incêndio de 87.
Exilado politico, acabou por viver o resto dos dias em Vila Praia de Ancora tendo-se tornado cônsul honorário e recebido a ordem de torre e espada( 1989) pelo presidente da republica por duas ocasiões. Tendo depois entrado no seu segundo período obscuro por abuso de substancias oxidantes e por excesso de uso do monóxido de carbono. Viveu os seu últimos dias em demência absoluta no parque natural de montesinho vivendo da caça de veados e da recolecçao de bagas alucinogenicas tendo sido encontrado morto no rio Sabor perto de Bragança. O corpo encontrava-se em avançado estado de decomposição e tinha evidentes marcas de antropofagia. Pensa-se que nos últimos dias terá vivido de pedaços de carne humana obtidos por armadilhas por ele elaboradas. Aquando do seu funeral foi impossível retirar-lhe o sorriso da cara. Tendo pedido para ser incinerado e as suas cinzas lançadas ao rio juntamente com os cadáveres do massacre de Tui devido a revoluções independentistas ligados ao movimento antagonista. Deixou em testamento os seus dentes de platina e doou o seu cérebro ao instituto Ricardo Jorge e ao Instituto Egas Moniz respectivamente.
N.R.:O seu espólio encontra-se no museu de arte moderna ao CCB( por ora encerrado devido a obras( julho de 2o08)
As visitas guiadas são das 14 às 18 no ultimo fim de semana dos meses de Verão.
Poderão deixar doações através do nib: 0035 0994 101 0240 4.
errata: Onde se lê bibliografia deve-se ler biografia




Nota: Na fotografia, auto-retrato tripolar, Periodo Obscuro1939, Kayam Sonedra

A corda

a.corda...... A.c.... .. .O. r . d.. .. .A..... acorda
a c o r d a
A.c.o.R..D....A.... .... ..... ........... a.. c ....o ..r .....d .... ... . ......a
a co rd a....... a c o r d a
aco.......r...d.a ..........a c o r da ...........acorda ........ acor da ... . . ... . . . ..a c o r da
a . c . o . r .d .a..... ...... ..... ..... ..A C O r d A
a. c... o. r d ...a A.cO .r. . .D.......... . . ..a

b. (do estendal)

Kayam Sonedra