A nossa ilha tem arcas frigoríficas cheias de gente.
A nossa ilha tem côcos e andamos todos a tentar partí-los e recolá-los ao acaso, como um brinquedo velho com que brincava e que hoje tenho pena de não ter guardado. A nossa ilha não tem sítios onde guardar coisas velhas.
A nossa ilha é achatada, é um território onde por vezes preferia que houvessem areias movediças. Mas não há. O que há são elementos estranhos, corpos estranhos, pessoas, animais.
Na nossa ilha tentamos sobreviver ao excesso de sono que nos impede de existir mesmo a dormir pois o que acontece é o de sempre.
A nossa ilha é feita de retalhos como os côcos.
Na nossa ilha há pequenos anões que satisfazem os nossos desejos.
A nossa ilha não tinha originalmente habitantes e nenhum dos mapas acertou à risca naquilo que todos procuravam e ansiavam descobrir. A nossa ilha não estava localizada, não era conhecida, talvez nem existisse.
A nossa ilha é na verdade, tudo o que se queira, apesar de podermos sempre mudar de ilha...
b. (de TdV cutup)
Sexta-Feira à tarde!
Há 1 dia
2 comentários:
é a tua cena?
um cutup de algumas poucas cenas escritas em conjunto
b.
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